Onde comer em Liverpool?

Liverpool foi uma das cidades que mais amei conhecer no ano passado! Não foram poucos os posts sobre a cidade dos Beatles que oferece muito mais do que apenas as histórias dos 4 rapazes. Agora chegou a hora de contar pra vocês sobre os lugares onde comemos por lá!

  • Turtle Bay Caribbean Social

Num ambiente que teletransporta a gente para a Jamaica, o Turtle Bay Caribbean Social da Victoria St tem um cardápio recheado de delícias. Essa também é uma rede de restaurantes com diversas unidades espalhadas pela Inglaterra. Vale a pena prestar atenção na promoção de cutters (3 por £14 ou 4 por £18), que são pratos inspirados pela culinária dos vendedores de quiosques de praia e de rua das ilhas do Caribe, ideais para serem divididos.

  • Revolution 

Um bar delicioso, que também faz parte de uma uma rede cheia de unidades espalhadas pelo Reino Unido: só em Liverpool são 4 unidades, e nós fomos conhecer a que fica no Cavern Quarter (2 Temple Court). A comida é muito boa, e o serviço é bom, com uma equipe atenciosa e rápida. Nós pedimos o Street Food Crate (mini hambúrgueres, frango frito, pizza de pepperoni, batata frita e molhos) pra dividir, e tudo estava muito gostoso. O ambiente é muito legal, com sofás aconchegantes e uma decoração interessante.

  • Revolución de Cuba

De revolution para revolución! Em Liverpool, o Revolución de Cuba fica no Albert Dock, e oferece uma comida excelente, embora o serviço tenha sido um pouco lento. Essa unidade restaurante, que também faz parte de uma rede, tem 2 andares e conta com um terraço junto ao dockside, que eu recomendo fortemente se não estiver um frio de rachar. No 2º andar, um bar de rum super exclusivo. De terça a domingo, pode-se pedir 3 tapas por £14.

  • Gusto

De todas as filiais de redes de restaurante que visitamos, acho que o Gusto era o mais chiquezinho de todos – embora os preços não fossem nada astronômicos. A unidade de Liverpool também fica no Albert Dock, com vista para a Tate Gallery. Nós pedimos o garlic pizza bread de tomate e manjericão (£5,75) de entrada, eu comi o garganelli arrabiata (£10,75) como prato principal, e ainda dividimos um calzone de nutella e mascarpone (£6,75) de sobremesa.

  • La Viña

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Talvez nós tenhamos feito um pedido errado, mas o La Viña foi o restaurante do qual menos gostamos em Liverpool (11-15 North John Street). O restaurante, que tem uma unidade em Liverpool e uma outra em Manchester, tem a proposta de enaltecer a comida ibérica. Nós pedimos o pan tumaca (£3,50), que é uma bruschetta na versão espanhola, e a tabla la viña (£15), mas fiquei bem frustrada porque achei que a tabla la viña teria uma quantidade maior de presuntos e queijos.

  • Las Iguanas 

Pra falar a verdade, nós fomos no Las Iguanas de Manchester! Mas, como vocês já sabem, fizemos uma day trip pra lá enquanto estávamos em Liverpool, e há uma filial do restaurante em Liverpool, então achei que faria sentido incluí-lo nesta lista aqui. A rede Las Iguanas também tem unidades espalhadas por todo o Reino Unido para celebrar a culinária latino-americana. É claro que nós pedimos pão de queijo (cheese dough balls, £3,25), que não sobreviveram nem pra foto! Também provamos os dadinhos de tapioca (£5,50), que estavam bem gostosos. O marido quis comer chili con carne (£11,95), enquanto eu fui de fajitas com camarões (£16,75). De sobremesa, churros (£4,95 a porção com 3) com doce de leite. A decoração do restaurante é uma atração a parte, recriando paisagens famosas do Rio, Buenos Aires e Ciudad de México.

  • Etsu

A melhor surpresa de Liverpool, e também a nossa grande sorte: o restaurante oriental Etsu que reproduz pratos clássicos da cozinha japonesa. E digo grande sorte porque esse restaurante é pequenininho e vive cheio, e nós conseguimos a última mesa disponível sem termos feito reserva! Se você for passar por Liverpool e gostar de comida japonesa, eu recomendo fortemente esse restaurante e, principalmente, recomendo que faça reserva pra não correr o risco de ficar de fora! Nós pedimos sake maki (£3,95), tekka maki (£4,25), maguro nigiri (£3,85), sake nigiri (£3,65), suzuki nigiri (£3,55) e unagi nigiri (£3,75).

  • Bill’s

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Outra rede de restaurantes que merece a atenção. Eu já tinha tomado um café em uma das filiais do Bill’s em Londres, mas deixei pra escrever sobre o restaurante nesse post porque foi em Liverpool que provamos a comida. Localizado no ONE, o menu recheado de delícias é servido num ambiente muito aconchegante e descontraído. Eu pedi o Bill’s Hamburguer (£10,95), que vem com um “molho secreto” bem delicioso, e adicionei queijo cheddar (+£1,35) e bacon (+£1,55). O marido comeu gnocchi bolognese (£10,95) que, segundo ele, estava muito bom. Destaque para o fato de que o restaurante usa as facas Tramontina!

Magical Mystery Tour em Liverpool

Ainda tem tanta coisa pra contar sobre as últimas férias que eu nem acredito que não contei aqui sobre o Magical Mystery Tour que fizemos em Liverpool!

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Como já contei por aqui, passamos alguns dias na cidade dos Beatles, e é claro que não poderíamos deixar de fazer o famoso Magical Mystery Tour, organizado pelo Cavern Club. O tour começa no Albert Dock, onde há um escritório para compra de bilhetes e/ou souvenires dos Beatles. Os bilhetes também podem ser comprados no Cavern Club da Mathew Street, ou mesmo online. O tour começava às 11h, e nós optamos por chegar cedo lá no Albert Dock e comprar os bilhetes no escritório mesmo. O bilhete individual custa £18.95. É importante checar os horários dos tours, porque eles podem mudar.

O passeio, que dura aproximadamente 2h, nos leva pelos subúrbios de Liverpool, e podemos ver a casa onde Ringo passou sua infância, o lugar onde George nasceu, St Peter’s Church Hall (onde John e Paul se encontraram pela primeira vez), a casa onde John passou sua infância, as escolas e faculdades onde os Fab4 estudaram, a casa onde Paul passou sua infância, Penny Lane e Strawberry Field, além de outros lugares relacionados à história dos Beatles. O tour termina no Cavern Club e o bilhete inclui a vista ao lendário pub no mesmo dia (exceto em dias de shows/eventos especiais), bem como um souvenir que pode ser resgatado por lá.

No dia em que fizemos o tour, estava um frio de rachar em Liverpool, mas o céu estava muito azul, o que garantiu um passeio por Penny Lane “beneath the blue suburban skies“.

Pessoalmente, eu adorei o Magical Mystery Tour! Achei a experiência muito legal, e é muito interessante passear pelos subúrbios de Liverpool ouvindo as mais diversas histórias sobre os Beatles, ao som das músicas do Fab4. Vale notar que as casas onde John Lennon e Paul McCartney passaram suas infâncias podem ser visitadas pelo público entre os meses de março e outubro, em datas selecionadas. Estas visitas são organizadas pelo National Trust e é altamente recomendável agendar com antecedência pelo site oficial. Tais visitas não estão incluídas no Magical Mystery Tour; e, quando nós estávamos em Liverpool, o período de visitação de 2017 já tinha se encerrado.

Ao final do nosso passeio beatlemaníaco, fomos almoçar no Bill’s do Liverpool ONE e acabamos aproveitando pra ir ao cinema também, já que pegaríamos a estrada no dia seguinte rumo ao countryside inglês!

Onde fazer compras em Liverpool?

É sabido que Londres é uma das principais capitais da moda do mundo, e que é muito bom fazer compras pela Oxford Street, Regent Street, Westfield Stratford City (um dos maiores shoppings de toda a Europa), Covent Garden, entre outros. Mas Liverpool também tem muito a oferecer pra quem quer fazer umas comprinhas!

Church St é, tradicionalmente, o coração do centro de compras de Liverpool, e todo o resto se expandiu historicamente a partir dali. As principais lojas estão concentradas nas ruas Church St, Lord St e Paradise St, e é possível encontrar por ali River Island, Forever 21, Primark, uma Boots enorme (quem ama uma farmácia bate aqui), entre outras. O shopping Liverpool ONE, que tem um conceito bem amplo e aberto, também ocupa uma parte da Paradise St com suas lojas.

Liverpool ONE é um shopping bem diferente, muito amplo e aberto, e que se espalha por algumas ruas: a Hanover Street, Peter’s Lane (que liga a Church Street ao novo distrito de compras), New Manesty’s Lane, Paradise Street e South John Street. É na South John Street que o conceito de “shopping center” fica mais claro, com 2 andares concentrados por ali. The Park é o terraço de lazer do shopping, que abriga um complexo de cinemas ODEON, com 14 salas de projeção, além de algumas lanchonetes e restaurantes, como Wagamama, Yo Sushi!, Café Rouge, etc. No Liverpool ONE também encontramos Starbucks, EAT, Pret a Manger, Bill’s, entre outros.

As grandes lojas de departamento John Lewis e Debenhams estão por lá, além de uma HMV (loja de CDs, livros e filmes) e a enorme loja da Apple. Por lá, também há Zara, Hollister, Accessorize, Waterstones, All Saints, GAP, Cath Kidston, Urban Outfitters, Michael Kors, Reiss, Ted Baker, entre tantas outras. Neste complexo de compras e entretenimento, também fica um hotel Hilton, pra quem quiser ficar hospedado coladinho no Albert Dock.

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almoço no Bill’s: um hambúrguer de respeito!

Passamos diversas vezes por este shopping enquanto estávamos em Liverpool, porque ele conecta os caminhos da cidade ao Albert Dock. No nosso último dia inteiro na cidade dos Beatles, aproveitamos para conhecer o cinema Odeon, e assistimos Justice League por lá. Tomei muita água de côco comprada no Pret a Manger de lá (pra quem não sabe, eu sou viciada em água de côco), comprei meus earmuffs na Accessorize pra proteger meus ouvidos da ventania, e também almoçamos no Bill’s, que é uma rede de restaurantes inglesa com cardápio gostoso e preço justo.

Vale lembrar que visitantes não-residentes na União Européia tem direito a restituição de imposto nas suas compras. Para isso, é preciso informar, no momento da compra, que deseja “shop tax free” e apresentar seu passaporte. No Reino Unido, a restituição dos impostos é de cerca de 20% do valor da compra e, se não me falha a memória, compras acima de £50 já são elegíveis para restituição de impostos. A restituição pode ser feita no cartão de crédito ou em espécie e, pra isso, é importante obter o carimbo da alfândega no dia em que estiver saindo da União Européia e, depois, passar no guichê de restituição.

International Slavery Museum em Liverpool

O International Slavery Museum fica no 3º andar do bloco D do Albert Dock, que também abriga o Merseyside Maritime Museum. Embora eu já tenha feito um post sobre o Merseyside Maritime Museum aqui e ambos ocupem o mesmo prédio, achei que o International Slavery Museum  merecia um post só pra ele, já que museu proporciona uma experiência bem forte e comovente aos seus visitantes, de um assunto muito diferente das questões marítimas.

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O International Slavery Museum foi inaugurado em 23 de agosto de 2007, que é o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, no mesmo ano em que marcou o 200º aniversário da abolição da escravidão na Grã-Bretanha, e o aniversário de 800 anos da cidade de Liverpool.

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No acervo, algemas e objetos que eram usados para torturar os escravos, peças de roupas e objetos de argila/cerâmica, moedas de ouro e obras de arte que retratam o período da escravidão. Também é possível ver depoimentos em vídeo, gravados para serem exibidos no museu, que tornam a experiência ainda mais forte. Além disso, um acervo musical com mais de 300 músicas de diversos gêneros que foram influenciados pela música africana, como o jazz e o blues, e também a batida local de Liverpool, conhecida como Mersey Beat.

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O museu é dividido em três galerias principais: a vida no oeste da África (Life in West Africa), que explora a história e a cultura africana e dos seus povos; escravidão e a “passagem do meio” (Enslavement and the Middle Passage – “passagem do meio” refere-se ao estágio do comércio triangular em que milhões de africanos eram enviados ao “novo mundo” como parte do comércio de escravos no Atlântico), que revela um pouco da brutalidade a que os escravos africanos eram submetidos e aos traumas que sofriam nas viagens pelo Oceano Atlântico, e a opressão em que se encontravam nas plantations do continente americano; e Legado (Legacy), que destaca a contínua luta por liberdade e igualdade, o impacto contemporâneo da escravidão transatlântica (como racismo e discriminação), e as conquistas da diáspora africana.

Foi um dos museus mais impactantes que já visitei, e confesso que saí de lá muito abalada, pensando ainda mais na maldade humana que permitiu um absurdo como a escravidão e o comércio de escravos, e que é inaceitável que ainda hoje existam pessoas em situação de escravidão no mundo.

Eu ainda tô devendo um post por aqui sobre o mês que passei na África entre 2012 e 2013, visitando o Zimbábue, Botsuana e a África do Sul, e que me fez me apaixonar perdidamente pelo continente africano, e a visita ao International Slavery Museum me lembrou muito das coisas que eu vi e vivi naqueles 3 países; embora tenha sido uma visita curta, foi o suficiente pra África nunca mais sair de mim.

Merseyside Maritime Museum em Liverpool

Liverpool é uma cidade adorável! Há muito tempo eu tinha vontade de conhecer a cidade dos Beatles, e foi muito bom poder passar alguns dias por lá com o marido. Já contei aqui sobre o nosso dia dedicado ao Fab4, e hoje quero contar um pouquinho sobre a nossa visita ao Merseyside Maritime Museum, que também fica no Albert Dock!

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âncora do HMS Conway, recuperada em 1968 e doada ao museu

A entrada no Merseyside Maritime Museum é gratuita, e inclui acesso à exposição Titanic and Liverpool: the untold story (não é permitido fotografar a exposição) e também ao International Slavery Museum, que fica no 3º andar do mesmo prédio.

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O museu tem um acervo muito interessante, e o destaque fica para a exibição permanente Lusitania: life, loss and legacy. O naufrágio do Lusitania foi um dos piores incidentes ocorridos durante a Primeira Guerra Mundial: No começo de 1915, o governo alemão declarou que todos os navios Aliados estariam em perigo de ataque em águas britânicas. O Lusitania era um navio de passageiros que saiu de Nova Iorque no dia 01 de maio de 1915 com 1962 pessoas à bordo e, em 07 de maio de 1915, às 14h10, quando estava próximo do sul da Irlanda, foi atingido por um torpedo do submarino alemão U-20. O Lusitania naufragou em menos de 20 minutos, e 1191 pessoas morreram. Podemos ver alguns objetos recuperados do navio, e até mesmo a reconstrução de algumas cabines com móveis encontrados entre os restos do navio.

O museu também expõe muitas obras de arte relacionadas ao mar, desde pinturas à modelos em escala dos navios, bem como alguns desenhos caricatos. Podemos ver também uniformes de marujos, a origem do casaco peacoat, e até um colete salva vidas recuperado do Titanic. Outra coisa interessante do museu é que há uma seção inteira dedicada ao universo LGBT, reconhecendo a homossexualidade de muitos marinheiros ao longo da história e destacando a importância e participação deles no desenvolvimento da marinha.

A abertura do Merseyside Maritime Museum abriu caminho para a revitalização da área do Albert Dock. Sua inauguração aconteceu em 1980 mas, em 1986, o museu foi realocado para o bloco D do Albert Dock Building, aonde está até hoje. O píer é hoje uma das principais atrações turísticas de Liverpool, com excelentes bares e restaurantes, além de alguns hotéis, dos museus (Merseyside Maritime Museum, Tate Liverpool, International Slavery Museum) e The Beatles Story.

The Beatles Story em Liverpool

Já estamos em Liverpool, o 2º destino dessas nossas férias! Chegamos ontem por aqui e andamos um pouquinho pela cidade, passando pelo Christmas Market (aberto até 22 de dezembro) e por alguns pontos turísticos, como St John’s Gardens, St George’s Hall, e Central Library.

Mas hoje é que começamos a “turistar” de verdade, e dedicamos boa parte do nosso dia à história dos Beatles! Visitamos os dois locais de exposição de The Beatles Story: um no Albert Dock e o outro no Pier Head. Em ambas unidades encontramos a Fab4 Shop (recheadas de souvenires para todos os gostos e bolsos) e o Fab4 Café, e certamente é um passeio imperdível na cidade.

No The Beatles Story do Albert Dock fica a exposição principal, onde podemos ver extensivamente a história do Fab4, com detalhes da história de sucesso dos 4 garotos de Liverpool e muita memorabilia, além da reconstituição de vários lugares importantes na história dos Beatles, como Casbah Coffee ClubAbbey Road, Strawberry Fields, etc, além da reconstituição do Cavern Club, que é de emocionar. Esta é a maior exposição permanente exclusivamente dedicada à vida e obra dos Beatles.

Já no Museum of Liverpool, que fica no Pier Head, está acontecendo a exposição The British Invasion: How 1960s beat groups conquered America, incluída no ingresso do The Beatles Story e que foca no sucesso dos Beatles nos Estados Unidos, e na influência que eles causaram na música norte-americana. Além disso, podemos aprender um pouco mais sobre outras bandas inglesas que fizeram parte daquele momento conhecido como “a invasão britânica”. Esta exposição especial está sendo apresentada pelo Grammy Museum, com fotos e memorabilia inédita.

O ingresso para The Beatles Story custa £15,95 por adulto e dá acesso aos dois locais de exposição, já incluindo audio guides para ambos. E, bem em frente ao Fab4 Café que fica no Museum of Liverpool fica a estátua que homenageia os 4 garotos que marcaram a história da música mundial!