Tale as Old as Time Afternoon Tea: o chá da tarde mais encantador de Londres

O chá da tarde é uma tradição britânica que eu, particularmente, adoro. Eu adoro lanchar, adoro uma mesa bem linda com chá e café e delícias para degustar! Como fã confessa do mundo criado por Walt Disney, eu estava doida para experimentar o Tale as Old as Time Afternoon Tea, servido no Town House Kensington. E pra comemorar hoje os 2 anos de blog, vim contar pra vocês como foi essa experiência gastronômica/encantada!

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A Bela e a Fera” é um dos meus filmes preferidos da Disney, e a Bela sempre foi a princesa com a qual mais me identificava: ela era a única sempre rodeada por livros! O Town House começou a servir este chá inspirado na história de Beauty and the Beast na época do lançamento do filme live action, em março de 2017. Rapidamente, este chá da tarde se tornou um absoluto sucesso, e praticamente impossível de reservar uma mesa sem muita antecedência. A princípio, duraria poucos meses, até que foi sendo prorrogado devido à enorme demanda; se eu não consegui ir em novembro de 2017, graças a Deus já foi prorrogado até pelo menos 31 de dezembro de 2018, e consegui reservar em tempo de ir com os meus pais em setembro passado!

Como o chá da tarde é muito farto (é possível conferir o menu aqui, e agora eles também contam com um menu festivo, que estará disponível entre 1º e 31 de dezembro deste ano), achei por bem reservar um horário no almoço (13h). Meu pai é diabético, então entrei em contato com o Town House por email perguntando se seria possível que somente eu na mesa degustasse o Tale as Old as Time Afternoon Tea, permitindo que tanto meu pai quanto a minha mãe escolhessem pratos do menu à la carte regular e não-temático. Muito prontamente, o restaurante me respondeu que não haveria nenhum problema e que, inclusive, poderiam preparar algo especial para atender às restrições alimentares caso eu quisesse. Tendo estudado bastante o menu, e sabendo do que o meu pai e a minha mãe gostam, respondi agradecendo e dizendo que não seria necessário, que eles ficariam satisfeitos em escolher algo que já fazia parte do cardápio.

Pois bem, chegou o dia, que foi o mesmo dia quando saímos de Paris para Londres de trem, e nos dirigimos para o almoço no Town House. The Kensington Hotel, onde fica o Town House, fica bem pertinho das estações de metrô South Kensington e também Glouscester Road. Chegando lá, nossa mesa já nos esperava, com biscoitinhos de marzipã decorados imitando o vestido de baile da Bela. Eu já comecei a ter palpitações ali.

Ao confirmar com a garçonete que somente eu degustaria o Afternoon Tea, meus pais receberam menus para que escolhessem seus respectivos pratos, muito bem servidos por sinal, mas pequenos diante da fartura que me foi servida!

Eu fiquei muito contente em ter decidido marcar o afternoon tea para as 13h porque era muita comida. MUITA. E eu, embora seja mais do que muito boa de garfo, não costumo aguentar comer grandes quantidades de comida depois das 17h. E é aqui que a gente começa a cantar mentalmente (ou não) a música Be Our Guest, que forneceu a maioria (se não todas) das referências para que esse afternoon tea fosse criado.

Primeiro, foi servido um hors d’oeuvres de entrada: uma mini torta recheada de ragú de carne, um arancini flambado e um mini-soufflé de queijo. Depois, uma seleção de sanduíches, recheados de salmão defumado, frango com cranberry, pepino com cream cheese, e maionese fresca com agrião, acompanhados de baguettes doces do tipo brioche. Quando eu terminei de comer meus sanduíches, me foi oferecido um “refil”, que eu recusei, porque era muita comida! Os sanduíches estavam deliciosos, mas eu seria incapaz de degustar as sobremesas (que já estavam na minha frente, pra me deixar ainda mais doida) caso comesse mais deles.

Para sobremesa, uma gelatina de baunilha com uma pétala de rosa comestível dentro, uma torta com ganache de chocolate no formato do Horloge (que, obviamente, dava pena de comer de tão lindo!), macarons de côco e chocolate, geleia de damasco com chocolate, e a mais esperada de todas: a mousse de chocolate branco “Try the grey stuff“, com direito à etiqueta escrita à mão com caligrafia perfeita.

A louça desse afternoon tea é de enlouquecer: a atenção aos detalhes, passando pela apresentação dos pratos até o sabor impecável, é tudo impressionante. A refeição completa custa £42 por pessoa, e, mesmo com o câmbio desfavorável, pra mim valeu cada centavo. A única coisa que poderia tornar a experiência ainda mais mágica seria a trilha sonora do filme tocando ao fundo! Mas eu compreendo que, como é um restaurante que não se dedica exclusivamente ao Tale as Old as Time Afternoon Tea e recebe um público diverso, talvez isso não seja mesmo possível. Fato é que foi inesquecível!

Onde comer em Belfast?

Como vocês já sabem, Belfast foi a cidade que ganhou o nosso coração nas últimas férias! Nós adoramos Belfast e a Irlanda do Norte, e agora é hora de contar pra vocês sobre os lugares onde comemos por lá. Não são muitos, já que fizemos 2 day trips e acabamos comendo naqueles destinos, mas são 4 bons lugares que tem o selo Letícia de aprovação gastronômica!

  • Town Square

Nós gostamos tanto desse restaurante/café/bar que fomos 2 vezes! O Town Square fica na Botanic Avenue, uma das ruas que mais concentra bons restaurantes e bares da cidade, e nós demos a sorte de ficar num hotel ali pertinho – então não estranhem quando virem os 3 primeiros dos 4 restaurantes dessa listinha sejam nessa rua! O ambiente do Town Square é muito agradável, porque parece um pub mas tem um toque de modernidade, e essa estante de livros no meio do restaurante ganhou meu coração.  A seleção de cervejas deles é ótima: são sempre 8 rótulos disponíveis, mas que mudam a cada mês de acordo com a curadoria. Eu fui fiel e comi o mesmo prato nas 2 vezes em que paramos por lá: o hambúrguer de carne com onion rings acompanhado de batatas fritas (£8,50). Nem preciso dizer que amei e recomendo, né.

  • Sakura

Localizado também na Botanic Avenue, o Sakura é avaliado como um dos melhores restaurantes japoneses de Belfast. Nós comemos sashimi de atum (£6,80) e salmão (£5,80), sushis de salmão (£3,50) e atum (£3,80), e alguns rolls (preços variam entre £2,50 e £6,80). O atendimento não foi uma maravilha, mas a qualidade dos peixes é excelente.

  • Scalini

Também fomos 2 vezes a este excelente restaurante italiano, que também fica na Botanic Avenue. O Scalini é ENORME e, nas 2 vezes em que lá estivemos, estava lotado. No nosso primeiro jantar por lá, tínhamos chegado da nossa day trip temática de Game of Thrones, já era tarde, eu estava cansada e meu estômago não estava pedindo nada com grande consistência, então pedi só a sopa do dia (£4,45). Já no dia em que voltamos, aproveitamos para provar uma das muitas pizzas disponíveis, feitas no forno à lenha. A nossa escolhida foi a campagnola (£10,65): tomate, queijo mozzarella, frango, bacon e milho. Estava boa DEMAIS e eu salivei aqui só de lembrar dessa pizza!

  • Tony Roma’s

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A rede mundial de restaurante Tony Roma’s tem uma filial em Belfast, na University Road, pertinho do Ulster Museum. Eu sou bem viciadinha em costelas de porco, então é claro que eu tinha que provar uma das famosas ribs dessa cadeia de restaurantes. Nós escolhemos dividir o prato fillet medallions and half rack baby backs (£24,99), um prato enorme com 2 medalhões de filé mignon e meia costela de porco, acompanhados de purê de batata e vegetais da época (que, naquele caso, eram os brócolis). Tudo estava MUITO bom e suculento!

DICA BÔNUS: PUB

  • The Points

Vocês realmente acharam que não ia ter uma dica de pub de Belfast por aqui? Claro que tem que ter! Localizado na Dublin Road, bem no coração do centro de Belfast, o The Points foi O PUB recomendado por TODOS os locais com quem conversamos. Lá, há música ao vivo todos os dias da semana com bandas irlandesas que vem de todo o país, e uma variedade de mais de 80 whiskeys e cervejas locais e internacionais. O ambiente é muito confortável e aconchegante, mas eles não servem comida – só o Irish stew (um dos pratos nacionais caseiros da Irlanda, o guisado irlandês é elaborado com carne de cabrito, batatas, couve branca, alho poró, cenoura e aipo), que pode acabar mais rápido do que a gente pensa (infelizmente, nós não conseguimos provar).

Onde comer em Liverpool?

Liverpool foi uma das cidades que mais amei conhecer no ano passado! Não foram poucos os posts sobre a cidade dos Beatles que oferece muito mais do que apenas as histórias dos 4 rapazes. Agora chegou a hora de contar pra vocês sobre os lugares onde comemos por lá!

  • Turtle Bay Caribbean Social

Num ambiente que teletransporta a gente para a Jamaica, o Turtle Bay Caribbean Social da Victoria St tem um cardápio recheado de delícias. Essa também é uma rede de restaurantes com diversas unidades espalhadas pela Inglaterra. Vale a pena prestar atenção na promoção de cutters (3 por £14 ou 4 por £18), que são pratos inspirados pela culinária dos vendedores de quiosques de praia e de rua das ilhas do Caribe, ideais para serem divididos.

  • Revolution 

Um bar delicioso, que também faz parte de uma uma rede cheia de unidades espalhadas pelo Reino Unido: só em Liverpool são 4 unidades, e nós fomos conhecer a que fica no Cavern Quarter (2 Temple Court). A comida é muito boa, e o serviço é bom, com uma equipe atenciosa e rápida. Nós pedimos o Street Food Crate (mini hambúrgueres, frango frito, pizza de pepperoni, batata frita e molhos) pra dividir, e tudo estava muito gostoso. O ambiente é muito legal, com sofás aconchegantes e uma decoração interessante.

  • Revolución de Cuba

De revolution para revolución! Em Liverpool, o Revolución de Cuba fica no Albert Dock, e oferece uma comida excelente, embora o serviço tenha sido um pouco lento. Essa unidade restaurante, que também faz parte de uma rede, tem 2 andares e conta com um terraço junto ao dockside, que eu recomendo fortemente se não estiver um frio de rachar. No 2º andar, um bar de rum super exclusivo. De terça a domingo, pode-se pedir 3 tapas por £14.

  • Gusto

De todas as filiais de redes de restaurante que visitamos, acho que o Gusto era o mais chiquezinho de todos – embora os preços não fossem nada astronômicos. A unidade de Liverpool também fica no Albert Dock, com vista para a Tate Gallery. Nós pedimos o garlic pizza bread de tomate e manjericão (£5,75) de entrada, eu comi o garganelli arrabiata (£10,75) como prato principal, e ainda dividimos um calzone de nutella e mascarpone (£6,75) de sobremesa.

  • La Viña

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Talvez nós tenhamos feito um pedido errado, mas o La Viña foi o restaurante do qual menos gostamos em Liverpool (11-15 North John Street). O restaurante, que tem uma unidade em Liverpool e uma outra em Manchester, tem a proposta de enaltecer a comida ibérica. Nós pedimos o pan tumaca (£3,50), que é uma bruschetta na versão espanhola, e a tabla la viña (£15), mas fiquei bem frustrada porque achei que a tabla la viña teria uma quantidade maior de presuntos e queijos.

  • Las Iguanas 

Pra falar a verdade, nós fomos no Las Iguanas de Manchester! Mas, como vocês já sabem, fizemos uma day trip pra lá enquanto estávamos em Liverpool, e há uma filial do restaurante em Liverpool, então achei que faria sentido incluí-lo nesta lista aqui. A rede Las Iguanas também tem unidades espalhadas por todo o Reino Unido para celebrar a culinária latino-americana. É claro que nós pedimos pão de queijo (cheese dough balls, £3,25), que não sobreviveram nem pra foto! Também provamos os dadinhos de tapioca (£5,50), que estavam bem gostosos. O marido quis comer chili con carne (£11,95), enquanto eu fui de fajitas com camarões (£16,75). De sobremesa, churros (£4,95 a porção com 3) com doce de leite. A decoração do restaurante é uma atração a parte, recriando paisagens famosas do Rio, Buenos Aires e Ciudad de México.

  • Etsu

A melhor surpresa de Liverpool, e também a nossa grande sorte: o restaurante oriental Etsu que reproduz pratos clássicos da cozinha japonesa. E digo grande sorte porque esse restaurante é pequenininho e vive cheio, e nós conseguimos a última mesa disponível sem termos feito reserva! Se você for passar por Liverpool e gostar de comida japonesa, eu recomendo fortemente esse restaurante e, principalmente, recomendo que faça reserva pra não correr o risco de ficar de fora! Nós pedimos sake maki (£3,95), tekka maki (£4,25), maguro nigiri (£3,85), sake nigiri (£3,65), suzuki nigiri (£3,55) e unagi nigiri (£3,75).

  • Bill’s

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Outra rede de restaurantes que merece a atenção. Eu já tinha tomado um café em uma das filiais do Bill’s em Londres, mas deixei pra escrever sobre o restaurante nesse post porque foi em Liverpool que provamos a comida. Localizado no ONE, o menu recheado de delícias é servido num ambiente muito aconchegante e descontraído. Eu pedi o Bill’s Hamburguer (£10,95), que vem com um “molho secreto” bem delicioso, e adicionei queijo cheddar (+£1,35) e bacon (+£1,55). O marido comeu gnocchi bolognese (£10,95) que, segundo ele, estava muito bom. Destaque para o fato de que o restaurante usa as facas Tramontina!

Onde comer em Londres?

Os ingleses não são famosos pela sua culinária (ou talvez sejam famosos pela sua culinária pouco desenvolvida), mas há muitos lugares bons para se comer pelo Reino Unido, atendendo à todos os gostos e bolsos. Aqui, registrarei algumas das minhas dicas gastronômicas de Londres, sejam elas descobertas recentes ou lugares aos quais eu faço questão de voltar todas as vezes em que estou na cidade!

  • Jack’s

No meio de Chelsea, esse restaurante fica num imenso subsolo da Lots Road. O ambiente é muito legal, decorado com bandeiras e objetos antigos, mesas largas e cadeiras difertentes. O menu é amplo, pois permite combinar diferentes tipos de carnes, peixes e frangos a muitos acompanhamentos. Os preços dos pratos variam de acordo com as escolhas, mas ficam em torno de £20.

  • Comptoir Libanais

Essa rede de cantinas tem um cardápio amplo e muito apetitoso, recheado das delícias da culinária libanesa com preços que não vão deixar ninguém no vermelho. Kibe (£5,50), falafel (£4,75), baba ganoush (£5,50), fattets (£9,95)… são incontáveis as gostosuras para matar a fome.

  • Caffé Concerto

Entre uma comprinha e outra, um cantinho aconchegante para tomar um café na King’s Road. Eles tem uns doces incríveis, que a gente começa a comer com os olhos no momento em que entramos no café.

  • Manicômio

Na Duke of York Square, o Manicômio é um café, restaurante e bar com ambiente super agradável e charmoso. O menu fechado de almoço com entrada e prato principal custa £24,50, enquanto o menu que compreende entrada, prato principal e sobremesa custa £28,50. No menu do café, que tem um ambiente mais descontraído, opções para o café da manhã (servido até as 11h20), refeições rápidas (entre meio dia e 18h30), e deliciosas sobremesas para serem harmonizadas com os cafés.

  • Moo Cantina Argentina

Com 2 unidades em Londres (Bricklane e Pimlico), esse restaurante celebra a culinária argentina em toda a sua glória. Além das carnes com os cortes tradicionais, a Moo Cantina destaca alguns clássicos da comida de rua argentina, como os lomitos e as empanadas. Os pratos podem ser degustados acompanhados de vinhos argentinos ou de uma boa Quilmes. No cardápio de sobremesas, panqueca com dulce de leche. Nós jantamos na unidade de Pimlico, onde fomos muito bem atendidos.

  • Jamie’s Italian

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No coração de Covent Garden (um dos meus lugares preferidos de Londres), está uma das filiais do restaurante Jamie’s Italian. Quando fomos lá dessa vez, um menu especial de fim de ano estava disponível, e eu optei por provar o risotto de frutos do mar. Essa rede está sempre lotada (então é bom fazer reserva), mas a comida é muito gostosa e os preços são bem amigos: a maioria dos pratos custa menos de £20. De segunda à sexta, entre meio-dia e 19h, é possível degustar o set menu com entrada e prato principal por £12,95, ou entrada, prato principal e sobremesa por £17,95.

  • Prêt à Manger

Provavelmente a minha rede favorita de comidas rápidas! Em Londres, é fácil encontrar um Prêt à Manger a cada esquina, obedecendo ao conceito de “pronto pra comer” (que é, literalmente, o nome da rede). Essa rede oferece uma gama de comidas saudáveis, como sopas, sanduíches em baguettes e saladas, feitas com ingredientes orgânicos. O meu sanduíche preferido é o de atum com pepino, seguido de perto pelo de prosciutto com mozzarella e o de caprese. O café deles também é uma delícia. Mas o que eu mais amo do Prêt à Manger é a água de côco (£3): é a única água de côco engarrafada de toda a Europa que tem gosto de água de côco de verdade!

  • Rosso Pomodoro

Falou em pizza napolitana, eu tô dentro. Eu amo a massa mais grossinha das pizzas napolitanas, e a rede Rosso Pomodoro prepara suas pizzas com perfeição. Há algumas unidades em Londres, mas é claro que a minha preferida é a de Covent Garden (eu já falei que amo esse bairro? Pois é). As pizzas custam entre £7 e £15, e eles tem até opções sem glútem. As bruschettas também são deliciosas.

  • Yo! Sushi

Essa é outra rede com muitas unidades espalhadas não só por Londres mas também por outras cidades da Europa e da Ásia, onde sempre poderemos encontrar comida japonesa fresca e de boa qualidade. Os preços também variam entre £7 e £15.

  • Jamie Oliver’s Union Jack

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o dia em que eu vi Jamie Oliver no Jamie’s Union Jack

Advinha onde fica esse restaurante? Isso mesmo, Covent Garden! O Jamie Oliver’s Union Jack fica dentro do Covent Garden Market, e a proposta é diferente da rede Jamie’s Italian, embora os preços sejam parecidos. Neste restaurante descontraído, bons hambúrgueres e pizzas podem ser apreciados.

  • Bella Italia

Mais uma rede italiana que vale a atenção pela boa culinária e pelos bons preços. Há muitas unidades espalhadas pela cidade.

  • Prezzo

Do mesmo modo que Bella Italia e Rosso Pomodoro, a rede Prezzo tem ótimos preços e pratos muito bem servidos e saborosos nas suas unidades espalhadas por Londres.

  • Lots Road Pub

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Se não tivesse um pub nessa lista, não seria a minha lista. Eu amo pubs e pub food, que costumam ser sempre bem feitas e não custam os olhos da cara. Falem o que quiser, eu acho fish & chips uma das coisas mais deliciosas que já inventaram! O pub da Lots Road, que fica em Chelsea, tem um cardápio cheio de delícias pra serem servidas num ambiente agradável e com ótimo serviço.

O que fazer em Belfast?

Além do Ulster Museum, dos tours de Game of Thrones e pela costa de Antrim, a Irlanda do Norte abriga inúmeras atividades interessantes e belíssimos lugares para visitar na sua capital Belfast. A cidade é muito gostosa de caminhar e, se ficar hospedado próximo ao centro, é muito fácil de conhecer tudo a pé.

Câmara Municipal de Belfast

A Câmara Municipal de Belfast (ou Belfast City Hall) é um prédio enorme e muito bonito localizado na Donegall Square, bem no centro da cidade, inaugurado em 1906 com uma arquitetura neobarroca. É possível visitar o interior do prédio com visitas guiadas gratuitas, o que possibilita a apreciação das artes públicas. Os tours levam cerca de 1 hora e é possível aprender um pouco mais da história da Câmara Municipal. Para participar desta visita guiada, é preciso chegar com 15 minutos de antecedência e todos os horários e informações podem ser encontrados aqui.

Entre novembro e dezembro, o mercado de Natal da cidade acontece justamente na praça Donegall, bem em frente ao Belfast City Hall, e as decorações natalinas deixam tudo ainda mais bonito.

Jardim Botânico de Belfast

Pertinho da Queen’s University Belfast, o Botanic Gardens abriga a casa das palmeiras, uma belíssima casa de vidro feita com ferro curvado e vidro, que data do período vitoriano. A construção foi idealizada pelo Sir Charles Lanyon, que também ajudou a desenhar partes do prédio da Queen’s University. A pedra de fundação foi colocada em 1839 e as duas alas terminaram de serem construídas em 1840 pelo mestre ferreiro Richard Turner. A doma foi adicionada em 1852.

O Jardim Botânico de Belfast foi fundado em 1828 pela Sociedade Botânica e Horticultura de Belfast (Belfast Botanic and Horticultural Society) para atender ao interesse público na natureza. O parque é muito popular entre os estudantes, turistas e habitantes da cidade, abrigando concertos, festivais e outros eventos.

Queen’s University Belfast

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Também pertinho do Jardim Botânico, a Universidade impressiona pelo belíssimo prédio Lanyon do seu campus histórico, que foi escolhido como um dos prédios universitários mais bonitos do mundo. Fundada em 1845, é a 9ª universidade mais antiga do Reino Unido. É possível fazer um tour no campus às segundas e sextas feiras, a partir das 13h, e demais informações podem ser encontradas aqui.

Museu do Titanic

A arquitetura do Titanic Museum é uma atração por si só. Este museu é a maior experiência para visitantes no mundo relacionada ao Titanic, que permite explorar sua história de um modo contemporâneo. São 9 galerias interativas, e é possível explorar o simbolismo do prédio icônico. Também é possível conhecer a última embarcação da White Star (o SS Nomadic) e descobrir todas as lendas sobre o Titanic na cidade onde tudo começou. O ingresso simples custa £18 e o ingresso White Star Premium Pass, que dá direito ao ingresso do Titanic Experience, a uma foto souvenir, ao Discovery Tour e acesso ao SS Nomadic custa £30. Demais informações podem ser encontradas aqui.

Mercado de São Jorge

O St George’s Market é uma das atrações mais antigas de Belfast. O prédio que abriga o mercado foi construído entre 1890 e 1896, e lá é possível encontrar produtos frescos às sextas, sábados e domingos. A entrada é gratuita.

Compras: Royal Ave, Donegall Pl, Chichester Street; Victoria Square

Belfast também é uma boa cidade para fazer compras, abrigando boas lojas nas ruas Royal Ave, Donegall Place, Chichester Street, e no shopping Victoria Square, um lugar bastante interessante que também tem um cinema (assistimos Jumanji por lá). As fotos acima são de artes de rua encontradas pela cidade.

Ulster Museum em Belfast

Coladinho no Jardim Botânico de Belfast, o Ulster Museum oferece um pouco de tudo pra quem ama arte e história, com curiosidade de descobrir mais sobre o mundo, seja adulto ou criança. As coleções expostas no Ulster Museum contam a história da Irlanda e também de outras partes do mundo, colocando os visitantes frente a frente com dinossauros e também com uma múmia do Egito, e também propiciando experiências interativas. A entrada é gratuita, e o museu fica aberto de terça a domingo, entre 10h e 17h. O Ulster Museum foi um dos museus que eu mais gostei de visitar na vida, e acho que, depois desse post, vocês vão entender o porquê.

Tapeçaria de Game of Thrones

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A Irlanda do Norte é a terra de Game of Thrones e ninguém tem dúvida disso – e eles assumem, com orgulho. Prova disso é a épica tapeçaria de 77 metros exposta no Ulster Museum, que conta a história das temporadas de 1 a 7 da série. De Winterfell às Iron Islands, todos os eventos, locações e histórias estão tecidas ali. A tapeçaria é realmente impressionante, e podemos recordar todos os momentos cruciais da série que levaram até o final épico da temporada 7.

Desenhada à mão, mas tecida por uma máquina especial e finalizada à mão na Irlanda do Norte por artesãos locais, o linho usado para formar a base da tapeçaria foi fornecido por uma das últimas fábricas de linho da Irlanda do Norte, a Ferguson’s Irish Linen.

Os bordados delicados, realizados por um time de 30 costureiros no Ulster Museum e no Ulster Folk & Transport Museum, contam histórias dos personagens e momentos da série com ponto de corrente, ponto partido, ponto traseiro, ponto de correr e ponto de semente, usando fios metálicos, de algodão e de seda para ilustrar, em forma de bordado, uma das séries mais populares da atualidade.

Esta gloriosa peça de arte deve ficar em exibição até o dia 27 de agosto de 2018, mas eu boto fé que eles vão estender esta data – e também a tapeçaria, contando as histórias da 8ª temporada que ainda está por vir. De todo jeito, se você tiver a oportunidade de ir a Belfast, não deixe de conferir esta verdadeira obra-prima!!

1923-1968: Vivendo numa Ilha dividida

Uma das exposições mais interessantes do Ulster Museum é a “1923-1968 Living on a Divided Island“, que conta a história da formação da fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte em meio ao caos da guerra irlandesa de independência. O Ato 1920 do Governo da Irlanda do Norte colocava fim às lutas para manter a Irlanda no Reino Unido, mas os esforços de Edward Carson garantiu que 6 condados do norte da Irlanda fossem mantidos sob a Coroa.

A nova fronteira dividia aliados antigos no Estado Livre da Irlanda, e a coleção em exibição no museu inclui notas de alfândega, a nova moeda do Estado Livre da Irlanda, e a efemeridade política da época, bem como uma coleção de itens da Segunda Guerra Mundial, e itens de memorabilia tanto de nacionalistas quanto de unionistas. Aprender um pouco mais sobre a história da separação daquela ilha, com tantas imagens e itens impressionantes, foi uma experiência única.

Gilbert U-238 Atomic Energy Lab: o brinquedo mais perigoso do mundo!

Na exibição dos Elementos, que fica no 3º andar do museu e conta com uma tabela periódica que mostra seus respectivos elementos encontrados na Terra, um cantinho escurecido chama a atenção: o brinquedo Atomic Energy Lab (ou Laboratório de Energia Atômica), lançado nos anos 1950, considerado o brinquedo mais perigoso do mundo porque continha elementos radioativos!

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Nos anos 1950, a Era Atômica nascia num ambiente otimismo: a fissão nuclear era vista como uma fonte de energia barata e ilimitada, e o fim para todas as guerras. Dentro desta visão utópica, em 1951, surgiu o Gilbert U-238 Atomic Energy Lab, um brinquedo educativo excepcional, com uma imagem idílica de uma criança maravilhada com a nova tecnologia. O jogo continha diversos materiais radioativos, com amostras de minério de urânio, um espinteroscópio (instrumento que mostra a incidência de partículas alfa por flashes em uma tela fluorescente) e uma câmara de nuvem (cloud chamber). Um jovem cientista nuclear poderia usar todo o equipamento para observar flashes e traços das partículas subatômicas vertendo de isótopos instáveis, e também usar o contador Geiger para descobrir o quão contaminados ficaram.

Pra quem não sabe, eu me apaixonei por energia nuclear em 2006, fiz meu mestrado em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança na UFF e escrevi minha dissertação sobre a Política Nuclear Brasileira. Eu não sei até hoje como não estudei Física na faculdade, mas fato é que eu dediquei 10 anos da minha vida exclusivamente aos estudos das questões nucleares e eu sou completamente alucinada pelo assunto. Quando eu vi esse brinquedo em exposição no Ulster Museum, eu surtei e queria de qualquer jeito um desses.

É claro que esse brinquedo sensacional não atende aos requisitos de segurança e saúde de hoje em dia, e foi tirado de circulação ainda em 1951 porque o preço de US$50 (o equivalente a quase US$500 hoje) era muito caro para a maioria das famílias, e também muito complexo. No mercado de colecionáveis, a maioria dos jogos Atomic Energy Lab se encontra em condição imaculada. Se algum dia eu achar um, não respondo por mim!

Giants Causeway & Antrim Coast Tour

Ainda em Belfast, fizemos mais um day tour – dessa vez, com a empresa Irish Tour Tickets! Em um único dia, conhecemos a Carrick-a-Rede Rope Bridge, Dunluce Castle, Giants Causeway, Bushmills Whiskey Distillery, Carnlough Village e passamos por toda a Antrim Coast Road. Nós agendamos online o passeio, que custa £25 por adulto. Não estão incluídas a taxa para cruzar a Carrick-a-Rede Rope Bridge (cerca de £6 por adulto) nem a visita guiada em Giants Causeway (£5 por pessoa). Embora não fosse um tour focado em Game of Thrones, é impossível pensar na Irlanda do Norte e não fazer a conexão imediata com a série, e muitos dos lugares por onde passamos também foram usados como locações para as filmagens, sinalizados pela nossa simpática guia Charlene – que, adivinhem, também foi figurante na série!

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Carrick a Rede Rope Bridge

Nossa primeira parada foi Carrick a Rede Rope Bridge, onde pudemos cruzar a verdadeira ponte do rio que cai. Conta a história que, há mais de 350 anos atrás, os pescadores locais de salmão se esforçavam para alcançar a pequena ilha, construindo a primeira ponte sobre o abismo. Os pescadores costumavam cruzar a ponte de corda que construíram para ter acesso ao melhor local de pesca, onde o salmão nada em direção aos locais de desova nos Rios Bann e Bush. A ponte tem 20m de comprimento, suspensa numa altura de 30m, balança um bocado com o vento, e não é todo mundo que tem coragem de cruzá-la. Este local foi usado como locação de Game of Thrones para as cenas do acampamento de guerra de Renly Baratheon nas Stormlands, quando Brienne of Tarth vence Ser Loras no torneio, e garante sua vaga na guarda real de Renly. Ali perto também foram filmadas cenas em que Littlefinger vai atrás de Catelyn Stark, quando ela vai ao encontro do Rei Renly para negociar; outras cenas com Euron, Theon e Yara também foram gravadas neste local.

Dunluce Castle

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Seguimos, então, em direção ao Castelo de Dunluce – ou melhor, às ruínas deste castelo medieval, que ficam na borda de um penhasco de basalto. Dunluce Castle é um dos castelos mais pitorescos em toda a Irlanda.

Giants Causeway

Considerado “oitava maravilha do mundo”, Giants Causeway é o único patrimônio da humanidade na Irlanda. Com a visita guiada de um Dalriadano (Dalriada foi o reino da tipo dos esgotos no norte da Irlanda e na costa oeste da Escócia, entre o fim do século V e meados do século IX), aprendemos bastante sobre a região, escalando pedras antigas e ouvindo histórias sobre mitos e lendas de um lugar incrível. De fato, Giants Causeway é um dos lugares mais lindos que eu já vi na minha vida, e só de lembrar fico emocionada.

Bushmills Whiskey Distillery

Paramos na Bushmills Whiskey Distillery para almoçar. Esta destilaria começou a produção de whiskey em 1608, e é a destilaria mais antiga na Irlanda. O pequeno restaurante oferece algumas opções gostosas para almoço rápido, e todas as refeições são preparadas na hora.

Carnlough Village

Nossa próxima parada foi a vila de pescadores de Carnlough, cujo porto pitoresco é, hoje, usado por barcos de lazer e pequenas embarcações de pescadores numa área rica tanto para pesca marítima quanto de água doce. Este porto, construído no século XIX, mantém seu charme de um mundo antigo, o que fez dele um lugar interessante para aparecer em Game of Thrones, na 6a temporada: ninguém nada neste porto hoje em dia, mas “a girl just might”. O pequeno porto foi usado como locação de uma cena crucial que se passa em Braavos: foi na escadaria de pedra que conduz ao mar que Arya rastejou-se depois de ser atacada por Waif.

Antrim Coast Road (Vilas de Cushendall, Glenariff e Cushendun villages)

A rodovia na costa de Antrim é considerada uma das mais lindas do mundo – e os irlandeses do norte investiram muito nisso. A rodovia abraça a costa, garantindo vistas incríveis do mar, praias e penhascos. Era um dia razoavelmente claro e conseguimos até mesmo ver um pedacinho da Escócia!

Carrickfergus Castle

Nossa última parada, bem rapidinho, foi no Castelo de Carrickfergus, que fica no litoral norte de Belfast Lough. Este castelo normando, que data de 1177, foi sitiado pelos Escotes, Irlandeses, Ingleses e Franceses por muitos séculos. Até hoje, o Carrickfergus Castle continua sendo uma das estruturas medievais com melhor preservação na Irlanda. Infelizmente, quando paramos por lá, começou a chover e voltamos correndo pro ônibus!

Foi um dia incrível e eu jamais esquecerei os lugares belíssimos que vimos e por onde passamos. Se eu me apaixonei pela Irlanda do Norte, certamente foi por conta desses lugares maravilhoso que visitamos fora de Belfast, e eu recomendo muitíssimo não só a viagem até Belfast mas também estes passeios que são verdadeiramente enriquecedores!

O que fazer em Edimburgo?

Eu já contei por aqui que sou apaixonada por Edimburgo desde 2012, quando fui pra lá pela primeira vez. A cidade velha de Edimburgo foi tombada como patrimônio mundial da UNESCO, tendo sido preservadas as suas características medievais. Se o Castelo de Edimburgo e a Milha Real (Royal Mile) não forem o suficiente para convencer você a visitar a bela capital da Escócia, hoje fiz um apanhado de vários pontos turísticos (óbvios ou não tão óbvios) que você não pode deixar de conhecer!

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Calton Hill é uma atração por si só: o topo da colina oferece uma vista linda do Mar do Norte! E lá estão alguns monumentos importantes: Nelson Monument, National Monument, Playfair Monument, Monument to Scottish Parliament, Dugald Stewart Monument.

A estação de trens Edinburgh Waverley conecta a capital da Escócia a outras cidades escocesas e também do Reino Unido, inclusive Londres, Manchester e Birmingham. Foi de lá que pegamos o trem para Glasgow!

Edinburgh Waverley fica na Princes Street, que é uma das principais ruas da cidade, e concentra, além dos monumentos Scott Monument e The Royal Scots Greys Monument, muitas lojas – ou seja, se você quiser fazer umas comprinhas enquanto estiver em Edimburgo, a Princes Street será parada obrigatória!

Palace of HolyroodhouseQueen’s Gallery são imperdíveis, e o ingresso que dá acesso aos dois locais custa £17,50 (o ingresso para visitar somente o palácio custa £14,00). Fundado em 1128 por David I da Escócia como um mosteiro, o Palácio de Holyroodhouse serviu como principal residência dos reis e rainhas da Escócia desde o século XV. Hoje em dia, é a residência oficial da Rainha Elizabeth II na Escócia, e é possível visitar os aposentos reais, bem como os aposentos usados por Maria Rainha dos Escoceses. Os jardins do Palácio são belíssimos, e as ruínas da Abadia de Holyrood (Holyrood Abbey) são impressionantes.

Em frente ao Palácio de Holyroodhouse, o Edifício do Parlamento Escocês (Scottish Parliament) pode ser visitado gratuitamente, e também é possível agendar tours guiados.

Na Royal Mile, a belíssima St. Gile’s Cathedral é a igreja histórica da cidade de Edimburgo, e o pináculo de coroa chama a atenção no horizonte de Edimburgo, e pode ser vista tanto do Castelo quanto de Calton Hill. A Catedral de St. Giles é a Igreja Mãe do Presbitarianismo, e é nela que fica a Chapel of the Order of the Thistle.

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Para os fãs de Harry Potter, em George IV Bridge, The Elephant House foi o lugar onde J.K. Rowling passou boa parte do tempo escrevendo o primeiro livro da série, com uma bela vista para o Castelo de Edimburgo. Por isso, este café é considerado o lugar do nascimento de Harry Potter.

Além de tudo isso, para quem gosta de galerias de arte, Edinburgh abriga a Scottish National Gallery of Modern Art, a Scottish National Portrait Gallery e a Scottish National Gallery. Para os apaixonados por uísque, a Scotch Whisky Experience fica coladinha no Castelo de Edimburgo.

Mesmo já tendo visitado a cidade em 2012 e 2017, ainda quero voltar outras vezes para aproveitar mais e continuar descobrindo as maravilhas da capital da Escócia!

Edinburgh Castle, a fortaleza no topo de Castle Rock

Ah, Edinburgh! Como eu amo essa cidade! Desde que nos conhecemos em 2012, tenho um caso de amor por esta cidade, que foi a eleita para passarmos o meu aniversário! As comemorações começaram bem cedo, quando acordei pra ir à missa na St Mary’s Catholic Cathedral, e depois subimos a Royal Mile até chegarmos ao Castelo de Edimburgo, que fica no topo de Castle Rock.

Para visitar o Edinburgh Castle é preciso adquirir o ingresso, que custa £17 para adultos (de 16 a 59 anos), £10.20 para crianças (de 5 a 15 anos) e £13.60 para maiores de 60 anos. Crianças com menos de 5 anos podem visitar a fortaleza gratuitamente, mas sempre acompanhadas por um adulto. Áudio-guias estão disponíveis para aluguel por £3.50, e tours guiados estão incluídos no ingresso.

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O Castelo de Edimburgo é, na verdade, uma grande fortaleza, que também abriga o National War Museum, os Regimental Museums e o Scottish National War Memorial, além do palácio real, das prisões de guerra e da capela de Santa Margaret, que é a construção mais antiga de Edimburgo! Uma parte da fortaleza ainda é usada como base militar.

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Durante a Idade do Ferro, os guerreiros compreendiam o potencial militar da rocha, e construíram um forte no seu topo. A poesia mais antiga da Escócia conta a história de um esquadrão de guerra que passou um ano festejando no Castelo de Edimburgo antes de encararem a morte nas batalhas. Já no período das Guerras de Independência, o Castelo mudou de liderança muitas vezes. Em 1314, foi retomado pelos ingleses numa batida comandada por Thomas Randolph. O Castelo foi a casa de reis e rainhas; a Rainha Margaret (mais tarde, Santa Margaret) faleceu lá, em 1093, e Maria Rainha dos Escoceses deu a luz à James VI no palácio real em 1566. Em 1996, a Pedra do Destino (Stone of Destino), sobre a qual os reis foram coroados por muitos séculos, foi devolvida à Escócia, e está exposta na Sala da Coroa.

 

Uma tarde em Carlisle

No mesmo dia em que visitamos alguns dos lugares históricos da Muralha de Adriano, fomos almoçar e conhecer o centro de Carlisle, cidade que é o principal centro comercial, cultural e industrial do norte do condado de Cumbria. Almoçamos no Old Bank, restaurante bem aconchegante que fica bem pertinho do Castelo de Carlisle.

A história antiga de Carlisle é marcada pela sua condição como assentamento Romano, fundado para servir aos fortes da Muralha de Adriano. Durante a Idade Média, por conta da sua proximidade ao Reino da Escócia, Carlisle se tornou uma importante fortaleza militar.

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Carlisle Castle

O Castelo de Carlisle foi construído em 1092 por William Rufus e serviu de prisão para Maria, Rainha dos Escoceses. Hoje, o Castelo abriga o Regimento do Duque de Lancaster e o Museu do Regimento de Fronteira (Border Regiment Museum). No começo do século XII, o Rei Henrique I permitiu a fundação de um monastério (priory) em Carlisle. A vila passou a ser cidade quando a diocese foi formada em 1133, e o monastério passou a ser a Catedral de Carlisle.

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Catedral de Carlisle

Quando estávamos voltando para nossa pousada em Lanercost, paramos para lanchar no Lanercost Priory Tea Room, um lugarzinho super fofo com uma seleção de delícias.

No dia seguinte, seguiríamos viagem para a Escócia!

Lanercost Equestrian & Country Accommodation

Era uma vez um lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate e cheiro de terra molhada…

Imaginou um lugar assim? Pois ele existe: a Lanercost Equestrian & Country Accommodation é um cantinho idílico no condado de Cumbria, ao norte da Inglaterra, refúgio para os exploradores da Muralha de Adriano.

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Ainda vou fazer um post sobre todos os hotéis desse tour pelo Reino Unido + Irlanda, mas essa casinha aconchegante, com atenção aos mínimos detalhes, merecia um post especial. O bed & breakfast tem poucos quartos, e uma área comum com uma sala de estar com TV e diversos filmes à disposição e a sala de refeições, onde são servidos o café da manhã (incluso na diária) e o jantar (pago à parte). Também estão disponíveis para os hóspedes água (tap water), chá e biscoitos, e é possível lavar roupas por apenas £6 (cada máquina fully loaded).

Deborah, a dona da pousada, é chefe de cozinha, e prepara cada coisa mais maravilhosa do que a outra! Eu confesso que nem queria ir embora pra poder continuar comendo todas aquelas coisas deliciosas!

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No café da manhã, opções de croissants, pain au chocolat, pães, geléias, bacon <3, queijos e frios, iogurte, frutas, sucos e café, é claro.

No jantar do primeiro dia, escolhemos opções do cardápio: frango ao curry pra mim e pasta aos 4 queijos para o marido, acompanhados de salada e vinho tinto. O que nós não imaginávamos era que seria tanta comida!

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Eu e o marido não somos de comer muito à noite e, para o jantar do segundo dia, a Deborah muito gentilmente ofereceu preparar o que quiséssemos, mesmo que não estivesse no cardápio. Ela disse que poderia preparar hambúrguer caseiro pra gente, e também estava delicioso, acompanhado de batatas fritas, salada e ketchup caseiro.

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Só de ver estas fotos e lembrar dessas refeições eu fico salivando! Lá na Lanercost Equestrian & Country Accommodation, há tudo o que pode-se precisar no meio de uma viagem: desde adaptadores de tomadas até snacks como barrinhas de cereais e biscoitos com preços muito razoáveis. Pelo tamanho das refeições servidas, os pratos eram até muito baratos! Do mesmo modo, vinhos, cervejas, refrigerantes e água tinham preços justíssimos. Era um alívio podermos comer no próprio B&B, porque as estradas nessa região são bem estreitas, não são duplicadas, e são pouco iluminadas – e o bônus foi degustar pratos deliciosos!

O que mais nos encantou nesse B&B era o cuidado com os mínimos detalhes, desde a decoração até o atendimento super personalizado. O quarto em que ficamos era muito amplo, com um banheiro enorme, e a casa era toda muito limpa. Nós nos sentimos, verdadeiramente, em casa.

Hadrian’s Wall: a fronteira norte do Império Romano

Fizemos uma road trip muito bacana pelo Reino Unido, quando alugamos um carro em Liverpool e seguimos até Edimburgo, parando no distrito de Lannercost (perto de Carlisle) por 2 noites para explorar a região entre Newcastle upon Tyne e Carlisle: nós queríamos ver de perto a fronteira norte do Império Romano!

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A Muralha de Adriano (Hadrian’s Wall) era um forte defensivo na província romana de Britânia, desde 122aC no reino do imperador Adriano. A muralha se estendia desde as margens do rio Tyne, perto do Mar Norte, até o Solway Firth no Mar Irlandês, e era a fronteira norte do Império Romano, imediatamente ao norte de onde ficavam as terras dos Britânicos Antigos do Norte, inclusive os Picts. A muralha de Adriano tinha uma base de pedra e uma muralha de pedra, com castelos e 2 torres de observação ao longo de sua extensão. Havia um forte a cada 5 milhas romanas. De norte a sul, a muralha compreendia uma trincheira, uma passagem militar, uma outra trincheira com montanhas adjacentes, além da própria muralha. Além do papel defensivo da muralha, há estudos que indicam que seus portões eram também usados como postos de alfândega.

Em 1987, a UNESCO declarou a Muralha de Adriano como Patrimônio Cultural da Humanidade, além de ser considerada um ícone cultural britânico. Algumas pessoas pensam que a Muralha de Adriano marca a fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, mas isso não é verdade: a Muralha de Adriano está completamente localizada na Inglaterra, e jamais constituiu fronteira anglo-escocesa. O caminho da Muralha de Adriano permite que os viajantes percorram o trajeto a pé: é a maior ruína Romana do mundo, com quase 118km.

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Como nós não somos tão aventureiros assim, optamos por conhecer só um pouquinho da Muralha, percorrendo os trechos de carro. Nossa primeira parada foi Vindolanda, e o ingresso para adultos custa £7.90; há uma opção de ingresso que dá acesso tanto à Vindolanda quanto ao Roman Army Museum, por £11.60, e nós optamos por este ingresso.

Vindolanda fica no sul da cortina formada pela Muralha de Adriano, e fica na primeira fronteira Romana ao norte (Stanegate Road). Vindolanda foi construída pelo Império Romano antes mesmo da Muralha de Adriano, e se tornou uma importante base para a Muralha, uma fortaleza por natureza. Ao longo daquele período, Vindolanda foi demolida e completamente reconstruída por 9 vezes: a cada reconstrução, cada comunidade que lá viveu deixou suas próprias marcas na paisagem e arqueologia. Depois que a Muralha de Adriano e a ocupação romana foi abandonada pelos exércitos imperiais, Vindolanda continuou em uso por mais de 400 anos antes de finalmente ser abandonada no século IX. No museu de Vindolanda, é possível ver muitos dos artefatos encontrados no local ao longo das escavações arqueológicas.

Já no Roman Army Museum, que fica ao lado de um dos mais altos resquícios da Muralha de Adriano (Walltown Crags), a experiência é mais tecnológica e interativa, onde podemos assistir à exibição do curta-metragem 3D Edge of Empire e também explorar a história. É neste museu que aprendemos um pouco mais sobre o papel do exército no Império Romano, vemos as expansões e perdas territoriais do Império, aprendemos sobre os papéis dos soldados, além de descobrirmos detalhes sobre a vida de Adriano desde que era um menino até tornar-se Imperador. Neste museu, também são exibidos alguns artefatos encontrados em Vindolanda.

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Nossa terceira parada ao longo da Muralha de Adriano foi em Birdoswald, outro forte remanescente do Império Romano. O ingresso para adulto custa £7.20, mas nós não fizemos a visita à galeria, pois estava fechada para reformas.

 

Magical Mystery Tour em Liverpool

Ainda tem tanta coisa pra contar sobre as últimas férias que eu nem acredito que não contei aqui sobre o Magical Mystery Tour que fizemos em Liverpool!

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Como já contei por aqui, passamos alguns dias na cidade dos Beatles, e é claro que não poderíamos deixar de fazer o famoso Magical Mystery Tour, organizado pelo Cavern Club. O tour começa no Albert Dock, onde há um escritório para compra de bilhetes e/ou souvenires dos Beatles. Os bilhetes também podem ser comprados no Cavern Club da Mathew Street, ou mesmo online. O tour começava às 11h, e nós optamos por chegar cedo lá no Albert Dock e comprar os bilhetes no escritório mesmo. O bilhete individual custa £18.95. É importante checar os horários dos tours, porque eles podem mudar.

O passeio, que dura aproximadamente 2h, nos leva pelos subúrbios de Liverpool, e podemos ver a casa onde Ringo passou sua infância, o lugar onde George nasceu, St Peter’s Church Hall (onde John e Paul se encontraram pela primeira vez), a casa onde John passou sua infância, as escolas e faculdades onde os Fab4 estudaram, a casa onde Paul passou sua infância, Penny Lane e Strawberry Field, além de outros lugares relacionados à história dos Beatles. O tour termina no Cavern Club e o bilhete inclui a vista ao lendário pub no mesmo dia (exceto em dias de shows/eventos especiais), bem como um souvenir que pode ser resgatado por lá.

No dia em que fizemos o tour, estava um frio de rachar em Liverpool, mas o céu estava muito azul, o que garantiu um passeio por Penny Lane “beneath the blue suburban skies“.

Pessoalmente, eu adorei o Magical Mystery Tour! Achei a experiência muito legal, e é muito interessante passear pelos subúrbios de Liverpool ouvindo as mais diversas histórias sobre os Beatles, ao som das músicas do Fab4. Vale notar que as casas onde John Lennon e Paul McCartney passaram suas infâncias podem ser visitadas pelo público entre os meses de março e outubro, em datas selecionadas. Estas visitas são organizadas pelo National Trust e é altamente recomendável agendar com antecedência pelo site oficial. Tais visitas não estão incluídas no Magical Mystery Tour; e, quando nós estávamos em Liverpool, o período de visitação de 2017 já tinha se encerrado.

Ao final do nosso passeio beatlemaníaco, fomos almoçar no Bill’s do Liverpool ONE e acabamos aproveitando pra ir ao cinema também, já que pegaríamos a estrada no dia seguinte rumo ao countryside inglês!

Onde fazer compras em Liverpool?

É sabido que Londres é uma das principais capitais da moda do mundo, e que é muito bom fazer compras pela Oxford Street, Regent Street, Westfield Stratford City (um dos maiores shoppings de toda a Europa), Covent Garden, entre outros. Mas Liverpool também tem muito a oferecer pra quem quer fazer umas comprinhas!

Church St é, tradicionalmente, o coração do centro de compras de Liverpool, e todo o resto se expandiu historicamente a partir dali. As principais lojas estão concentradas nas ruas Church St, Lord St e Paradise St, e é possível encontrar por ali River Island, Forever 21, Primark, uma Boots enorme (quem ama uma farmácia bate aqui), entre outras. O shopping Liverpool ONE, que tem um conceito bem amplo e aberto, também ocupa uma parte da Paradise St com suas lojas.

Liverpool ONE é um shopping bem diferente, muito amplo e aberto, e que se espalha por algumas ruas: a Hanover Street, Peter’s Lane (que liga a Church Street ao novo distrito de compras), New Manesty’s Lane, Paradise Street e South John Street. É na South John Street que o conceito de “shopping center” fica mais claro, com 2 andares concentrados por ali. The Park é o terraço de lazer do shopping, que abriga um complexo de cinemas ODEON, com 14 salas de projeção, além de algumas lanchonetes e restaurantes, como Wagamama, Yo Sushi!, Café Rouge, etc. No Liverpool ONE também encontramos Starbucks, EAT, Pret a Manger, Bill’s, entre outros.

As grandes lojas de departamento John Lewis e Debenhams estão por lá, além de uma HMV (loja de CDs, livros e filmes) e a enorme loja da Apple. Por lá, também há Zara, Hollister, Accessorize, Waterstones, All Saints, GAP, Cath Kidston, Urban Outfitters, Michael Kors, Reiss, Ted Baker, entre tantas outras. Neste complexo de compras e entretenimento, também fica um hotel Hilton, pra quem quiser ficar hospedado coladinho no Albert Dock.

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almoço no Bill’s: um hambúrguer de respeito!

Passamos diversas vezes por este shopping enquanto estávamos em Liverpool, porque ele conecta os caminhos da cidade ao Albert Dock. No nosso último dia inteiro na cidade dos Beatles, aproveitamos para conhecer o cinema Odeon, e assistimos Justice League por lá. Tomei muita água de côco comprada no Pret a Manger de lá (pra quem não sabe, eu sou viciada em água de côco), comprei meus earmuffs na Accessorize pra proteger meus ouvidos da ventania, e também almoçamos no Bill’s, que é uma rede de restaurantes inglesa com cardápio gostoso e preço justo.

Vale lembrar que visitantes não-residentes na União Européia tem direito a restituição de imposto nas suas compras. Para isso, é preciso informar, no momento da compra, que deseja “shop tax free” e apresentar seu passaporte. No Reino Unido, a restituição dos impostos é de cerca de 20% do valor da compra e, se não me falha a memória, compras acima de £50 já são elegíveis para restituição de impostos. A restituição pode ser feita no cartão de crédito ou em espécie e, pra isso, é importante obter o carimbo da alfândega no dia em que estiver saindo da União Européia e, depois, passar no guichê de restituição.

International Slavery Museum em Liverpool

O International Slavery Museum fica no 3º andar do bloco D do Albert Dock, que também abriga o Merseyside Maritime Museum. Embora eu já tenha feito um post sobre o Merseyside Maritime Museum aqui e ambos ocupem o mesmo prédio, achei que o International Slavery Museum  merecia um post só pra ele, já que museu proporciona uma experiência bem forte e comovente aos seus visitantes, de um assunto muito diferente das questões marítimas.

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O International Slavery Museum foi inaugurado em 23 de agosto de 2007, que é o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, no mesmo ano em que marcou o 200º aniversário da abolição da escravidão na Grã-Bretanha, e o aniversário de 800 anos da cidade de Liverpool.

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No acervo, algemas e objetos que eram usados para torturar os escravos, peças de roupas e objetos de argila/cerâmica, moedas de ouro e obras de arte que retratam o período da escravidão. Também é possível ver depoimentos em vídeo, gravados para serem exibidos no museu, que tornam a experiência ainda mais forte. Além disso, um acervo musical com mais de 300 músicas de diversos gêneros que foram influenciados pela música africana, como o jazz e o blues, e também a batida local de Liverpool, conhecida como Mersey Beat.

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O museu é dividido em três galerias principais: a vida no oeste da África (Life in West Africa), que explora a história e a cultura africana e dos seus povos; escravidão e a “passagem do meio” (Enslavement and the Middle Passage – “passagem do meio” refere-se ao estágio do comércio triangular em que milhões de africanos eram enviados ao “novo mundo” como parte do comércio de escravos no Atlântico), que revela um pouco da brutalidade a que os escravos africanos eram submetidos e aos traumas que sofriam nas viagens pelo Oceano Atlântico, e a opressão em que se encontravam nas plantations do continente americano; e Legado (Legacy), que destaca a contínua luta por liberdade e igualdade, o impacto contemporâneo da escravidão transatlântica (como racismo e discriminação), e as conquistas da diáspora africana.

Foi um dos museus mais impactantes que já visitei, e confesso que saí de lá muito abalada, pensando ainda mais na maldade humana que permitiu um absurdo como a escravidão e o comércio de escravos, e que é inaceitável que ainda hoje existam pessoas em situação de escravidão no mundo.

Eu ainda tô devendo um post por aqui sobre o mês que passei na África entre 2012 e 2013, visitando o Zimbábue, Botsuana e a África do Sul, e que me fez me apaixonar perdidamente pelo continente africano, e a visita ao International Slavery Museum me lembrou muito das coisas que eu vi e vivi naqueles 3 países; embora tenha sido uma visita curta, foi o suficiente pra África nunca mais sair de mim.