Um dia em Brugge

Quando estávamos definindo nosso roteiro de férias, acabamos optando por fazer de Bruxelas nossa base e, de lá, fazer day trips para outras cidades da Bélgica que nos interessavam – como, por exemplo, Bruges. Você, que é leitor assíduo desse blog, já se ligou que a gente gosta bastante de uma day trip.

Eu perdi a conta de quantas pessoas me disseram que Bruges é uma cidade lindíssima, um destino imperdível na Bélgica. Realmente, a cidade é uma gracinha, cortada pelos seus canais, caracterizada pelas ruas de paralelepípedos, cheia de construções medievais.

Bruges é a capital da província de Flandres Ocidental, e é bastante fácil viajar entre Bruxelas e Bruges: partindo da Estação Central de Bruxelas, a agradável viagem de trem dura 1h. Mesmo quando estamos de carro, como era o caso dessa viagem, por vezes nós achamos mais vantajoso fazer day trips de trem, seja pela comodidade de ir descansando no percurso ou por não precisarmos nos preocupar com estacionamento, por exemplo.

A sensação que eu tive é que realmente dá pra conhecer Brugge inteira em um dia de passeio. Nós caminhamos bastante pela cidade e as paisagens realmente são encantadoras.

Entre os destinos que visitamos na Bélgica, creio que Brugge foi o mais caro: os cafés e restaurantes não tinham opções muito acessíveis para o almoço, e nós acabamos comendo no Burguer King mesmo.

Lembro que o bilhete de trem que compramos dava direito a parar em Gant, o que fizemos no trecho de volta para Bruxelas, mas talvez já estivéssemos cansados e acabamos não achando nada demais. Talvez um dia voltaremos pra explorar com mais cuidado!

#daytrip de Berna para Zurique

Embora Berna seja a capital da Suíça (e é por isso que as embaixadas ficam aqui), Zurique é a maior cidade do país, além de ser um importantíssimo centro financeiro internacional. Desde que chegamos aqui, fui 2 vezes para Zurique de trem – coincidentemente, duas segundas feiras.

O percurso entre as bahnhofs de Berna e Zurique dura 01h02 (as vezes uns minutinhos menos), e o passe diário, que permite pegar qualquer horário de trem para ir e voltar custa 51 francos. Há trens a cada meia hora ligando as duas cidades.

Enquanto Berna é pequenininha e tem até um clima de interior, Zurique tem mais jeito de cidade grande mesmo, com prédios mais altos que se confundem na paisagem da Altstadt, um comércio mais diversificado (inclusive com flagships das principais marcas de luxo mundiais) e uma vida mais agitada mesmo.

Pra quem vai conhecer Zurique, passear pela cidade velha é uma das principais atividades. O rio Limmat torna a paisagem da cidade velha (Altstadt) de Zurique algo bem lindo de se ver, principalmente em dias claros de sol. Eu dei sorte porque, em ambas days trips que fiz até o momento, os dias foram bem bonitos e agradáveis!

Falando a bem da verdade, ainda não fui pra Zurique com objetivos turísticos, e se Deus quiser não há de faltar oportunidades para visitar a cidade com este fim e, enfim, dividir com vocês as minhas dicas!

Um dia em Luxemburgo

Quando estávamos no nosso trânsito em Frankfurt, nós fomos passar um dia em Luxemburgo – ou melhor, no Grande Ducado de Luxemburgo. Cada trecho da viagem durou cerca de 3 horas de carro. Luxemburgo tem uma área de aproximadamente 2586 km², e uma população de pouco mais de meio milhão de pessoas.

 

Nós estacionamos o carro aos pés da cidade histórica, e subimos caminhando. Basicamente, ficamos andando pelo centro histórico por algumas horas. Almoçamos no Bistro Art Scene, passamos em frente da Catedral de Notre Dame de Luxemburgo e do Palácio Grão-Ducal, observamos o monumento Gëlle Fra e a Ponte Adolphe, e passeamos pela Praça Guillaume II.

Luxemburgo é bem pequenininha, porém muito simpática.

Giants Causeway & Antrim Coast Tour

Ainda em Belfast, fizemos mais um day tour – dessa vez, com a empresa Irish Tour Tickets! Em um único dia, conhecemos a Carrick-a-Rede Rope Bridge, Dunluce Castle, Giants Causeway, Bushmills Whiskey Distillery, Carnlough Village e passamos por toda a Antrim Coast Road. Nós agendamos online o passeio, que custa £25 por adulto. Não estão incluídas a taxa para cruzar a Carrick-a-Rede Rope Bridge (cerca de £6 por adulto) nem a visita guiada em Giants Causeway (£5 por pessoa). Embora não fosse um tour focado em Game of Thrones, é impossível pensar na Irlanda do Norte e não fazer a conexão imediata com a série, e muitos dos lugares por onde passamos também foram usados como locações para as filmagens, sinalizados pela nossa simpática guia Charlene – que, adivinhem, também foi figurante na série!

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Carrick a Rede Rope Bridge

Nossa primeira parada foi Carrick a Rede Rope Bridge, onde pudemos cruzar a verdadeira ponte do rio que cai. Conta a história que, há mais de 350 anos atrás, os pescadores locais de salmão se esforçavam para alcançar a pequena ilha, construindo a primeira ponte sobre o abismo. Os pescadores costumavam cruzar a ponte de corda que construíram para ter acesso ao melhor local de pesca, onde o salmão nada em direção aos locais de desova nos Rios Bann e Bush. A ponte tem 20m de comprimento, suspensa numa altura de 30m, balança um bocado com o vento, e não é todo mundo que tem coragem de cruzá-la. Este local foi usado como locação de Game of Thrones para as cenas do acampamento de guerra de Renly Baratheon nas Stormlands, quando Brienne of Tarth vence Ser Loras no torneio, e garante sua vaga na guarda real de Renly. Ali perto também foram filmadas cenas em que Littlefinger vai atrás de Catelyn Stark, quando ela vai ao encontro do Rei Renly para negociar; outras cenas com Euron, Theon e Yara também foram gravadas neste local.

Dunluce Castle

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Seguimos, então, em direção ao Castelo de Dunluce – ou melhor, às ruínas deste castelo medieval, que ficam na borda de um penhasco de basalto. Dunluce Castle é um dos castelos mais pitorescos em toda a Irlanda.

Giants Causeway

Considerado “oitava maravilha do mundo”, Giants Causeway é o único patrimônio da humanidade na Irlanda. Com a visita guiada de um Dalriadano (Dalriada foi o reino da tipo dos esgotos no norte da Irlanda e na costa oeste da Escócia, entre o fim do século V e meados do século IX), aprendemos bastante sobre a região, escalando pedras antigas e ouvindo histórias sobre mitos e lendas de um lugar incrível. De fato, Giants Causeway é um dos lugares mais lindos que eu já vi na minha vida, e só de lembrar fico emocionada.

Bushmills Whiskey Distillery

Paramos na Bushmills Whiskey Distillery para almoçar. Esta destilaria começou a produção de whiskey em 1608, e é a destilaria mais antiga na Irlanda. O pequeno restaurante oferece algumas opções gostosas para almoço rápido, e todas as refeições são preparadas na hora.

Carnlough Village

Nossa próxima parada foi a vila de pescadores de Carnlough, cujo porto pitoresco é, hoje, usado por barcos de lazer e pequenas embarcações de pescadores numa área rica tanto para pesca marítima quanto de água doce. Este porto, construído no século XIX, mantém seu charme de um mundo antigo, o que fez dele um lugar interessante para aparecer em Game of Thrones, na 6a temporada: ninguém nada neste porto hoje em dia, mas “a girl just might”. O pequeno porto foi usado como locação de uma cena crucial que se passa em Braavos: foi na escadaria de pedra que conduz ao mar que Arya rastejou-se depois de ser atacada por Waif.

Antrim Coast Road (Vilas de Cushendall, Glenariff e Cushendun villages)

A rodovia na costa de Antrim é considerada uma das mais lindas do mundo – e os irlandeses do norte investiram muito nisso. A rodovia abraça a costa, garantindo vistas incríveis do mar, praias e penhascos. Era um dia razoavelmente claro e conseguimos até mesmo ver um pedacinho da Escócia!

Carrickfergus Castle

Nossa última parada, bem rapidinho, foi no Castelo de Carrickfergus, que fica no litoral norte de Belfast Lough. Este castelo normando, que data de 1177, foi sitiado pelos Escotes, Irlandeses, Ingleses e Franceses por muitos séculos. Até hoje, o Carrickfergus Castle continua sendo uma das estruturas medievais com melhor preservação na Irlanda. Infelizmente, quando paramos por lá, começou a chover e voltamos correndo pro ônibus!

Foi um dia incrível e eu jamais esquecerei os lugares belíssimos que vimos e por onde passamos. Se eu me apaixonei pela Irlanda do Norte, certamente foi por conta desses lugares maravilhoso que visitamos fora de Belfast, e eu recomendo muitíssimo não só a viagem até Belfast mas também estes passeios que são verdadeiramente enriquecedores!

Gyumri: restaurante Cherkezi Dzor

No dia 13 de janeiro, fomos conhecer a cidade de Gyumri, que é a 2ª maior cidade da Armênia e fica a cerca de 130km do centro de Yerevan. A viagem entre as duas cidades leva cerca de 2h30. E, se em Yerevan apenas começou a nevar, Gyumri já está bem mais branquinha!

Depois de visitarmos o centro da cidade e conhecermos a linda catedral, fomos para o restaurante Cherkezi Dzor, que é uma fazenda de peixes onde podemos escolher na hora qual peixe comeremos!

Na hora em que escolhemos o peixe, um dos funcionários do restaurante pesca o eleito, pesa e leva pra cozinha. Pouco tempo depois, o peixe chega lindíssimo e inteiro à mesa, para nosso deleite em uma refeição maravilhosa. Como acompanhamento, escolhemos batatas típicas, arroz pilaf de cogumelos, picles, iogurte (matsoun) e muito pão fresco. De sobremesa, comemos gatah acompanhada de café armênio.

Em Gyumri, a neve já deixou a paisagem bem branquinha!

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Na volta para Yerevan, paramos na estrada pra registrar a paisagem bem branquinha da região montanhosa da Armênia.

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Ano passado, Yerevan estava coberta de neve nesta época mas, neste inverno, o frio está menos intenso e a neve também. Se no inverno do ano passado as temperaturas chegaram a -20ºC, este inverno tem sido bem mais ameno, com as mínimas em torno de -4ºC. Só ontem é que tivemos um pouco mais de neve na cidade, que acabou derretendo ao longo do dia!

Game of Trones tour: Winterfell

Estamos na Irlanda do Norte! Chegamos ontem em Belfast e hoje foi dia de imersão total no universo de Game of Thrones, com um tour que durou o dia inteiro e que nos levou a vários cenários da série!

Pra quem não sabe, a série é gravada na sua maioria aqui na Irlanda do Norte, além de algumas locações na Espanha e em Malta. Além das locações externas, a série da HBO é gravada nos estúdios em Belfast. Por esse motivo, a base da equipe é em Belfast, por conta da proximidade com a maioria das locações.

Nós agendamos o nosso tour online com a Game of Thrones Tours e o pacote (transporte e passeios com guia) custa £40 por adulto para o tour WINTERFELL. Saímos de Belfast às 9h e chegamos às 17h30, e nosso guia, Robbie, era muito animado e empolgado com a série, e sabia um monte de coisas sobre os episódios e locações, além de informações turísticas não-relacionadas à Game of Thrones.

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needle, a espada de Arya Stark

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a espada de Robb Stark, “King in the North!”

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longclaw, a espada de Jon Snow

Nossa primeira parada foi Inch Abbey, que é um mosteiro do século XII, onde algumas cenas importantes da série foram filmadas, como o momento em que Robb Stark é eleito o Rei do Norte (King in the North!). Foram disponibilizadas capas no melhor estilo Stark e também espadas, machados, escudos e banners da casa Stark para que pudéssemos entrar bem no clima.

De lá, seguimos para Castle Ward Estate, local usado na primeira temporada para filmar principalmente Winterfell. Caminhamos bastante por lá (3km de trilha!) para passarmos por outras locações da série, como o acampamento de Robb Stark, o Campo de Batalha de Baelor, etc.

Almoçamos no The Cuan em Strangford, que é um pub/hotel pertinho de Castle Ward, consequentemente frequentado pelos atores, produtores e crew da série em geral. Eu comi fish & chips, o marido comeu lasanha, e nós provamos a cerveja artesanal Hodor. Dentro do pub, há uma espada de Ned Stark (ice) na parede e, o mais legal, a primeira porta de madeira trabalhada por David Hogg, que produziu 10 portas de madeira, instaladas em lugares espalhados pela Irlanda do Norte relacionados à série.

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local onde os Starks encontraram os filhotes de direwolf

Seguimos então para Tollymore Forest, onde andamos por mais 3km(!) para conhecer um pouco mais dessa floresta que serviu de cenário para vários momentos da série, como o acampamento de Tyrion e Jon a caminho da Muralha, a ponte onde os Starks descobrem a direwolf morta e seus filhotes, e também o local onde foi gravada a primeira cena de toda a série (onde um Patrulheiro da Noite encontra os corpos desmembrados pelos White Walkers).

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Infelizmente, porque o clima não permitiu, nós não pudemos atravessar o Narrow Sea de balsa, entre Portaferry e Strangford, que está incluído nesse tour. Por outro lado, fomos privilegiados pois pudemos ver Winterfell sob neve e que nos fez entrar ainda mais no clima!

Day trip para Glasgow

Estamos na Escócia! Mais precisamente, em Edimburgo! Estou amando revisitar essa cidade linda na companhia do marido! E quem me segue lá no instagram tem visto as fotos (quase) em tempo real das nossas aventuras!

Hoje aproveitamos o dia pra fazermos mais uma day trip: dessa vez, para Glasgow. De novo, compramos bilhetes de ida e volta, que custam £12,75 por adulto. Saímos da estação Waverly em Edimburgo no trem das 10h em direção a estação Queen St em Glasgow, e voltamos no trem das 15h.

Como outras cidades européias, Glasgow está movimentada por conta do mercado de Natal, localizado bem no centro da cidade, e muito próximo à estação de trens.

Nós saímos um pouco do que talvez fosse um roteiro turístico tradicional e fomos caminhando até o estádio do Celtics, o Celtics Park. O estádio fica a pouco mais de 3km da estação de trem, e decidimos ir caminhando mesmo para conhecer mais lugares inusitados da cidade.

No caminho de ida, paramos para admirar o Glasgow Green, um grande parque que abriga o Palácio de Inverno da cidade. Na volta, caímos na risada com o muro da cervejaria Tennent Caledonian Brewery.

Decidimos voltar para o centro da cidade para almoçarmos, e escolhemos o Café Andaluzia. Optamos por pedir 4 tapas para dividirmos: peixe empanado, almôndegas, croquete de presunto e queijo, e vieiras com presunto serrano. Tudo estava muito saboroso e o serviço neste restaurante é bem rápido. Há uma promoção nos dias de semana em que paga-se £13,95 por 3 tapas.

Depois de almoçarmos, caminhamos um pouco pelo centro e passeamos pela George Square, que está tomada pela feira natalina, além de vermos The Glasgow Royal Concert Hall. Por fim, resolvemos provar os churros vendidos no mercado de Natal.

O trem que liga as duas cidades leva cerca de 40min para fazer o percurso, e é uma day trip bacana pra quem tiver um tempinho sobrando em Edimburgo!

Day trip pra Manchester

Aproveitando nossa estadia em Liverpool, decidimos visitar Manchester!

O trem que liga as duas cidades leva cerca de 30min para concluir cada trecho, e o bilhete de ida e volta para um adulto custa £13. Saímos da estação Liverpool Lime Street em direção à Manchester Victoria – ambas localizadas nos centros das respectivas cidades – no trem de 10h21.

Chegando em Manchester, nossa primeira parada foi o National Football Museum, que fica convenientemente em frente à estação de trem. Neste museu, são 3 andares dedicados à história do futebol inglês e também mundial. No 3º andar, há um espaço dedicado à exposições temporárias que, neste momento, exibe artes e memorabilia relacionada ao Pelé! A entrada no museu é gratuita, embora eles aceitem doações; há inclusive um pacote de doações no valor de £6 que dá direito a fotos e experiências interativas exclusivas.

Saímos do museu do futebol em busca de alimento e acabamos escolhendo o restaurante Las Iguanas para almoçar. O ambiente é muito bacana e, no cardápio, são muitas opções de pratos inspirados na culinária mexicana, brasileira e argentina. Comemos dadinhos de queijo de entrada, com gostinho de Brasil. Felipe pediu chilli con carne e eu pedi tacos. Pra sobremesa, experimentamos os churros con dulce de leche.

Depois de almoçarmos com calma, caminhamos tranquilamente pelas ruas, até decidirmos visitar a John Rylands Library, que também tem entrada gratuita. A enorme biblioteca, que agora integra o patrimônio da University of Manchester, foi construída por Victoria Rylands em homenagem ao seu esposo. Atualmente, há uma exibição de textos antigos relacionados à reforma protestante.

Nosso outro destino foi o People’s History Museum. Este museu tem 2 andares dedicados à história de luta do povo inglês para libertar-se do sistema opressor em que viviam, com entrada gratuita e seções interativas. No primeiro andar, a exibição contempla os anos pré-1945 e, no segundo andar, pós-1945.

Paramos para um café e andamos um pouco mais pelo centro da cidade, super movimentado também por conta do mercado de Natal que já acontece ali pertinho, e voltamos para Liverpool no trem de 16h35.

Bate e volta pra Bratislava!

Como contei no post sobre Vienna, aproveitamos a tarde do domingo para conhecer Bratislava, a capital da Eslováquia!

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Chegamos na Wien Hauptbahnhof por volta de 11h30 e compramos lá mesmo o ticket de ida e volta para Bratislava, que custou 16 euros por pessoa. Os trens partem de hora em hora e, uma vez que o nosso trem sairia somente 12h27, almoçamos no McDonald’s que fica do lado da estação. Esse bilhete de trem é do tipo open ticket, e é valido por 72h.

A viagem entre Vienna e Bratislava dura menos de 1h, e podemos observar no trajeto os amplos campos austríacos, bem como os famosos moinhos de vento. Ao chegarmos em Bratislava, decidimos caminhar pela cidade, embora tivessem nos explicado em Vienna que os nossos tickets de trem também nos permitiam usar o transporte público da capital da Eslováquia.

Caminhamos até o centro histórico de Bratislava, Staré mesto (Cidade Velha), e este percurso nos tomou cerca de 15min. Hviezdoslavovo námestie é a principal praça do centro antigo, e o Palácio dos Primados (Primaciálny palác) é uma belezinha. A Catedral de São Martin (Dom sv Martina) impressiona pela sua arquitetura, e ficamos andando por Hlavné námestie boa parte do tempo. Nós não subimos até o Castelo (Bratslavsky Hrad) por conta do meu pé doente: eram incontáveis degraus e a dificuldade que eu tenho para descer escadas acabou nos privando deste passeio. Mas é claro que este é o passeio mais recomendado de todos e, se você for a Bratislava e não tiver nenhum impedimento de saúde, por favor vá até lá e aproveite a visita por mim!!

Caminhamos, caminhamos, e caminhamos. Passamos pelo Old Town Hall, e também pelo Man at Work, uma estátua de ferro saindo de um bueiro. Parte do nosso percurso na cidade foi às margens do Rio Danúbio. Fizemos uma parada estratégica no shopping Eurovea a caminho da Opera House e do Teatro Nacional Eslovaco (Slovenské národné divadlo), e em seguida fomos até a Igreja de Santa Isabel, que fica em Kamenné námestie. Embora a gente tenha ficado menos de 10 minutos no shopping Eurovea, deu pra ver que ele é enorme e tem grandes lojas, o que pode ser uma boa opção para quem quiser fazer compras.

Como queríamos pegar o trem de volta pra Vienna às 16h37, começamos nossa caminhada de volta para a estação, admirando a cidade pelo caminho e felizes por termos tido a oportunidade de conhecer um pouquinho de mais uma capital do Leste Europeu num passeio de 3 horas!

Recomendamos fortemente esse passeio pra quem estiver em Vienna e não tiver muito tempo. Basta planejar direitinho que é possível fazer o dia render pra conhecer Bratislava! Vale destacar que enquanto a estação de trem de Vienna é muito bonita, bastante ampla e moderna, cheia de lojas e restaurantes, a estação de trem de Bratislava é bem simples, e tem apenas algumas minúsculas lanchonetes e uma pequenina lojinha de souvenires. Acho que este é o tipo de informação importante pra quem planeja essa viagem bate e volta num mesmo dia, já que não dá pra contar muito com uma grande estrutura na estação de Bratislava, que foi de fato a mais simples das estações por onde passamos nestas férias.

Нораванк (Noravank)

Ontem fizemos uma day trip com nossas visitas Helen, Rodrigo e Thomás até o Mosteiro de Noravank, que data do século XIII e fica a cerca de 130km de Ierevan.

Noravank foi fundada em 1205 pelo Bispo Hovhannes, e o complexo inclui a igreja de São João Batista (Surb Karapet), a Capela de São Gregório, e a Igreja da Santa Mãe de Deus.

O ponto alto da visita foi rezar junto com um padre da Igreja Apostólica, e receber a bênção! Nada melhor do que receber a bênção em um lugar de peregrinação num domingo.  

O lugar é belíssimo, no vale de Amaghu, cercado de montanhas, e o céu se abriu quando chegamos lá, deixando tudo mais bonito. A Igreja da Santa Mãe de Deus (Surb Astvatsatsin) só tem acesso por meio de uma escadinha bem duvidosa, e eu não me arrisquei a subir, já que meu pé doente me impõe certas limitações.

A viagem até lá é beeeeeeeem complicada, porque as pistas não são muito boas, e há uma serra no caminho, resultando em quase 3h de viagem pra cada trecho. Embora o Mosteiro seja belíssimo, e um lugar de peregrinação, eu não faço a menor questão de voltar lá por conta desse percurso de viagem péssimo.

O percurso de ida e volta em táxi que comporta até 6 passageiros e nos esperou durante o passeio custou 40mil AMD (cerca de 80 dólares). Nós almoçamos numa caverna na subida para o Mosteiro, e oferecemos o almoço para o taxista: a refeição para 6 pessoas custou 27mil AMD (cerca de 54 dólares) e comemos muito peixe, lavash, picles e batatas, acompanhados de água com e sem gás e 2 garrafas de vinho caseiro.