28 dias viajando

Hoje começa nosso primeiro afastamento e passaremos 28 dias viajando e aproveitando as férias, se Deus quiser! Serão 6 países diferentes e, embora já seja primavera por estas bandas, há previsão de temperaturas variando entre 10ºC e 30ºC.

Além do limite de bagagem despachada ser de uma mala de 23kg por pessoa, não queríamos ficar carregando muito peso de um lugar pro outro, porque, como se pode prever, faremos diversos deslocamentos. Adicione-se à mala despachada uma mala de mão pra cada um, que vocês já conhecem daquele post sobre as malas pro fim de semana em Moscou. A organização das malas fica por conta dos packing cubes da Carpisa e também da Sestini, comprados na Le Postiche.

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Pro marido, a mala é sempre mais fácil de se fazer. Pra mim, confesso que comecei a pensar com bastante antecedência nos looks que levaria nessa viagem, escolhendo uma paleta de cores que me permitisse as mais variadas combinações entre todas as peças. Esse foi o critério principal pra montar uma mala que eu considero compacta: a escolha de peças que combinem entre si; eu posso usar todas as peças umas com as outras, resultando em muitas, muitas combinações.

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Incluindo as peças que usarei para voar, eis as eleitas para os próximos 28 dias: 1 trench coat, 1 saia, 1 salopete jeans, 3 camisas, 4 blusas de manga comprida, 4 camisetas de alça, 4 tshirts, 1 cardigan de cashmere, 1 jaqueta impermeável/corta vento, 1 calça preta, 1 calça jeans, 1 short jeans, 1 legging, 2 cachecóis leves, 1 biquíni e 1 vestido, além de 2 pijamas e as roupas de baixo. Somem-se a estas peças de roupa 2 cintos, 1 mochila, 1 bolsa tiracolo, 2 sandálias, 2 tênis, 1 sapatilha e 1 chinelo, além da bolsa Longchamp que exerce o papel de item pessoal no avião. Na foto acima, aparece 1 saia e 1 macacão jeans a mais do que eu resolvi levar na viagem: tinha separado essas 2 peças pra irem na bagagem, porém eu decidi por deixá-las em casa porque acho que poderia acabar não usando e eu detesto peso morto na mala. Além disso, substituí o short de linho que aparece na foto pelo vestido supracitado.  

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Muita gente argumenta que não se deve levar mais de 4 pares de sapatos em uma viagem, e eu concordo que é o tipo de coisa que pesa e ocupa bastante espaço, mas, por conta da minha dor crônica no tornozelo direito, eu me permito exceder esse “número mágico”, principalmente por se tratar de viagem tão longa.

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A seleção dos itens de higiene pessoal também foi criteriosa: repeti a fórmula da viagem do fim de semana em Moscou e escolhi miniaturas de escovas e pasta de dentes, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on, lenços umedecidos, absorventes e protetores diários. Também escolhi alguns poucos itens de cuidados com as unhas pra tentar manter alguma dignidade.

Na Longchamp, os mesmos itens de todos os vôos: álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Furla, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

Se nós não tivéssemos obrigatoriamente que despachar malas por conta dos remédios líquidos cujas embalagens excedem os 100ml permitidos a bordo, viajaríamos só com as malas de mão mesmo, ainda que fosse necessário cortar alguns (poucos) itens, já que fiz o teste e todos os packing cubes caberiam nas malas de mão. Mas já ficamos super satisfeitos com o limitado número de itens que escolhemos para passar quase 1 mês viajando. Em outras épocas, eu certamente teria muito mais dificuldade de despachar uma mala compacta assim!

Nesse período de férias, pretendo manter o blog atualizado tanto quanto possível, e vocês também podem acompanhar nossas aventuras pelo instagram e pelo twitter!

Bons socialistas podem usar peças caras

Outro dia eu estava lendo a GQ e me deparei com uma matéria muito interessante, e que me despertou vontade de inaugurar nova categoria aqui no blog: Opinião & Política. Há tempos eu já pensava em abrir um espaço no blog pra falar sobre questões amplas do dia a dia, e acho que assim é uma boa oportunidade para começarmos: discutindo um pouquinho de moda, política, modelos sociais e sociedade de consumo.

Desde que eu me lembre, eu sou de esquerda e me defino como socialista. Na faculdade, os debates eram sempre quentes, porque eu costumava estar muito mais à esquerda nas minhas opiniões do que todos os colegas. E, por mim, tudo bem, porque eu acho que é assim que a gente cresce e aprende. Do mesmo jeito, eu sempre gostei de comprar boas peças de roupa e, principalmente, boas bolsas que terão vida longa no meu armário, o que significa, na maior parte do tempo, um investimento mais alto de dinheiro em uma única peça. Pra completar, eu sou Católica com cada fibra do meu ser, e defendo veementemente que Jesus Cristo foi o maior socialista que já existiu. Numa primeira e superficial avaliação, isso tudo pode parecer contraditório, e já sofri grandes condenações por conta desse meu jeitinho.

Esse post tem por objetivo explicar que gastar mais dinheiro em uma única coisa não me torna menos socialista do que quem usa roupas baratas. Na verdade, quem usa roupas baratas pode ser ainda menos socialista e ter um comportamento muito mais contraditório do que o meu porque, quanto mais baratas são as roupas, maior a probabilidade de que elas tenham sido confeccionadas a partir de uma mão de obra mal remunerada, explorada em fábricas espalhadas pelo mundo todo. De modo bastante simplificado, o socialismo nada mais é do que o controle democrático dos meios de produção, com a distribuição igualitária de renda para o proletariado.

Quem condena sumariamente o consumo de artigos mais caros pode ser culpado de saber o preço de tudo e o valor de nada. Explico: muitas marcas vendem excelentes produtos por um preço muito baixo, e deviam ser louvadas por fazê-lo, mas, na sua grande maioria, as peças mais baratas nas lojas são o resultado de enormes custos alheios ao consumidor final e, principalmente, ao dono da loja, que lucra – e muito – com cada venda. Na indústria têxtil, são inúmeras as denúncias de trabalho escravo, principalmente na China e na Índia, mas também no Brasil. Pra vender uma peça por um preço muito baixo, há que se questionar as duvidosas condições de trabalho no processo produtivo. Comprar em grandes lojas de fast fashion como Zara, Forever 21, H&M, C&A, Mango, entre tantas outras, significa financiar a desigualdade social no mundo: quanto mais um único ser humano acumula, menos as outras mais de 7 bilhões de pessoas terão para dividir.

A indústria de roupas de massa é uma das que mais polui no planeta, desde os pesticidas usados nos campos de algodão até os processos de lavagem e tingimento usados para criar um par de calças jeans. E, mesmo se o algodão é orgânico, o seu cultivo requer uma quantidade imensa de água: os têxteis usados para produzir uma t-shirt e um par de jeans podem consumir mais de 5 mil galões de água no seu processo produtivo, por exemplo. Para piorar, a tendência da moda rápida (ou fast fashion) significa que, hoje, os consumidores usam suas peças apenas metade do tempo em relação aos hábitos de 15 anos atrás – isso quando não usam só por um período minúsculo (geralmente, de 1 semana a 3 meses) em que “está na moda”, tornando-as peças descartáveis. Ademais, as roupas em si mesmas são fabricadas, em sua maioria, a partir de uma mistura de materiais, o que as torna produtos extremamente difíceis e custosos de se reciclar (poliéster, I’m talking to you). Fabricar roupas exige grande dispêndio de recursos ambientais: gasta-se dinheiro, água, luz, produtos químicos para tingir tecidos, mão de obra para produzir, transporte, armazenamento e venda, e dispor de todos esses recursos com roupa que é pouco usada ou descartada rapidamente é vergonhoso.

Por outro lado, peças que apresentam preços mais altos, inclusive os itens de luxo, são feitas à mão por artesões que receberão salário condizente com o que produzem, usando das habilidades que desenvolveram ao longo de muitos anos. Em uma fábrica italiana de ternos, por exemplo, nota-se claramente que as peças são feitas por verdadeiros e cuidadosos artistas. Gastar mil euros em uma única bolsa francesa ou em uma jaqueta italiana corresponde a um investimento nas pessoas que participaram do processo produtivo e na economia; investe-se na hereditariedade, no treinamento e, muitas vezes, em negócios pequenos, que começaram a partir do sonho de uma única pessoa, ou de uma família, que investiu tempo, dinheiro e habilidade para produzir uma peça de qualidade única e incomparável. O preço de uma peça assim não é um valor arbitrário, ou escolhido aleatoriamente, mas para representar o custo dos materiais, da mão de obra e da sua chegada ao mercado. É claro que nem todo mundo pode gastar altas quantias em uma única peça, mas uma jaqueta que custa, por exemplo, mil libras, não é imoral, ou torna condenável o indivíduo que faz uma compra desse tipo.

Quanto à reciclagem e aos impactos ambientais, a lã de um terno, por exemplo, é totalmente biodegradável, o que não se pode dizer sobre os ternos mais baratos, fabricados com materiais sintéticos e que servem, apenas, para enriquecer o grande empreendedor. Uma bolsa de couro feita à mão poderá ser usada por diversas gerações sem perder sua beleza ou qualidade, enquanto uma peça de poliuretano estragará com mais facilidade e alimenta fungos que poluem o meio ambiente. De que adianta comprar vários ternos de poliéster quando poderia gastar a mesma quantia em um único terno de lã de alta qualidade, corte impecável e grande durabilidade? De que adianta comprar 10 bolsas de poliuretano produzidas em massa e em condições duvidosas quando podia comprar, com a mesma quantidade de dinheiro, uma única bolsa de couro, feita à mão, com altíssima qualidade e durabilidade?

Consumo é diferente de consumismo. Consumo consciente também não significa simplesmente parar de comprar na Zara, na C&A ou em qualquer outra loja fast fashion. Consumo consciente significa deixar de comprar em excesso sem propósito ou necessidade, dentro do orçamento e, principalmente, atendendo às suas reais necessidades.

Meu orçamento do dia a dia só permite que eu compre roupas em fast fashion, e isso ficou ainda mais evidente depois que chegamos na Armênia, agravado pelo fato de que tenho um gosto e estilos muito bem definidos, o que revela dificuldade de encontrar peças que me agradam, mesmo nas grandes redes. Mesmo comprando em lojas desse tipo, eu não abro mão de escolher peças que tenham qualidade, que me convençam que terão durabilidade e versatilidade que justifiquem gastar o meu dinheiro com elas. Eu avalio as costuras e terminações, e prefiro peças fabricadas a partir de fibras naturais, como algodão, linho, lã, caxemira e seda, que costumam ter melhor caimento, toque mais agradável no corpo, duram mais e são mais fáceis de cuidar, além de serem mais elegantes. Ao mesmo tempo, noto que, principalmente no inverno rigoroso, é impossível fugir das fibras sintéticas: o poliéster se for escolhido com responsabilidade pelo fabricante, é muito durável e pode até ter altíssima qualidade, o que é bom para o consumidor e diminui os impactos ambientais por conta do seu tempo de uso, protegendo da neve, da chuva e do vento.

Aprendi que, além de saber do que é feito o tecido, é fundamental avaliar a funcionalidade, o caimento, a forma e a estrutura da peça; nas minhas compras, eu sempre busco o design mais atemporal e clássico, pois assim as chances de não enjoar da peça aumentam, e ela realmente terá vida longa na minha vida. Nessas horas, ajuda muito saber exatamente qual é o seu estilo pessoal e, principalmente, respeitar o tipo de vida que se leva.

Consumismo é comprar em excesso, comprar o que a gente não precisa de verdade: quem faz isso, sucumbe ao modelo de sociedade de consumo imposto pelo capitalismo. Não adianta, por exemplo, comprar um monte de roupas muito baratas e/ou de 2ª mão sob a desculpa do consumo consciente, porque isso per se não é consumo consciente, não. O que a gente não pode fazer, em hipótese alguma, é comprar o que não se ama, o que não vai ser usado, o que não desempenhará uma função clara na nossa vida, e, principalmente, comprar o que já se tem no armário. Qualquer coisa nessa vida que é comprada com base no argumento de que “está barato” é questionável e, eu diria, condenável. A sociedade capitalista em que vivemos nos induz o tempo todo a querer muitas coisas que a gente compra e não usa porque a grande verdade é que a gente não precisa de tanto. Eu passei a perceber isso com mais clareza principalmente depois que passei a priorizar a compra exclusiva do que tem muita qualidade e que não faz o coração bater forte só na loja.

Comprar uma coisa que a gente ama, que faz os olhos brilharem, que faz o coração bater forte todas as vezes que a gente usa e, acima de tudo, que nos traz alegria a cada uso é consumo consciente. A gente não precisa parar de comprar: o que a gente precisa é mudar a nossa lógica de consumo.

O que é mais importante para os socialistas: a distribuição igualitária de recursos ou a compra desenfreada de peças cuja produção é injusta, desumana e que prejudicam o meio ambiente?

Eu sei qual é a minha resposta pra essa pergunta.

Organizando uma viagem

Eu sou e sempre fui uma pessoa que prezo pela organização em tudo na vida, e não seria diferente o meu comportamento com relação à viagens. Pra mim, o planejamento de uma viagem tem grande importância: acredito firmemente que organizar tudo com antecedência garante tranquilidade!

A preparação mesmo já começa quando definimos o destino e emitimos as passagens (entre 4 e 2 meses antes de viajarmos), mas este post é dedicado à rotina dos dias imediatamente anteriores à viagem.

Minha rotina de preparação para uma viagem começa mais ou menos 2 semanas antes, quando eu já começo a pensar e listar os itens que nos acompanharão. Se possível, começo a organizar em um dos cômodos da casa tudo o que precisa ir na viagem, pra não correr o risco de esquecer nada de última hora. Também confiro se será necessário fazer câmbio de moedas.

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Uma semana antes, eu imprimo e guardo numa pastinha todos os documentos da viagem, como tickets eletrônicos, tickets de trem (se for o caso), reservas de hotéis; além disso, faço cópias impressas dos passaportes. Também tomo nota de todas as informações de reservas e vôos na minha agenda, e faço backup de todas as informações referentes nos nossos emails. Outra coisa importantíssima para se fazer é conferir o seguro da viagem.

Sobre os passaportes, é sempre importante verificar se eles estão dentro da validade (no mínimo, 6 meses) e se dispõem de páginas em branco (alguns países exigem pelo menos 6 páginas em branco).

Começo a organizar as coisas nas malas com pelo menos 4 ou 5 dias de antecedência, para verificar qual o tamanho da bagagem que deverá nos acompanhar, os pesos da bagagem de mão e da bagagem despachada, e se é preciso comprar algum item de última hora, bem como confiro os cadeados ou se as malas já tem cadeado TSA embutido. Também organizo os itens de higiene pessoal, preferencialmente em suas versões em miniaturas, ou colocando os conteúdos em embalagens pequenas. Além disso, verifico todos os medicamentos (se temos quantidade suficiente pro período de férias ou se é necessário comprar alguma coisa), e separo aqueles que irão na bagagem de mão daqueles que serão despachados (xaropes em embalagens que excedem 100ml).

Na bagagem de mão, eu priorizo a acomodação dos itens de valor, sempre incluindo uma muda de roupa caso seja necessário. Lembrando que na bagagem de mão não é permitido transportar sprays e nem embalagens líquidas com mais de 100ml. Sobre a organização das malas, já tem post aqui sobre o final de semana em Moscou só com mala de mão, e em breve vou subir o post com as nossas malas para as próximas férias, e aí atualizo o link aqui.

A maioria das companhias aéreas permite o check in online com 72h de antecedência ao vôo, e eu procuro fazê-lo com antecedência, indo pro aeroporto já com o cartão de embarque impresso. Chegando ao aeroporto, é só embalar as malas no plástico e despachá-las.

Importante também é ficar sempre atento aos emails que podem eventualmente serem enviados pelos hotéis ou pelas companhias aéreas informando alterações de vôos! É preciso ter bastante atenção quanto a isso, pois as companhias aéreas podem cancelar vôos agendados, realocando os passageiros no próximo vôo, mas este pode não atender às suas necessidades. Nesse caso, é preciso tempo hábil para reclamar e requisitar outra solução – nem mesmo que seja o cancelamento da compra, agendando em outra companhia.

Também com 3 ou 2 dias de antecedência da viagem, confiro se todos os cartões de fidelidade de redes de hotéis e companhias aéreas estão na carteira, caso sejam necessários.

Conferir se tem alguma conta a ser paga no período da viagem é importantíssimo. No Brasil, deixávamos nossas contas em débito automático, mas aqui na Armênia é um pouquinho diferente, então nos planejamos de acordo. Hoje, por exemplo, preciso ir pagar antecipadamente as contas de TV/Internet e telefones celulares. Acho que o ideal é pagar tudo com antecedência pra não ter que se preocupar com essas questões durante a viagem.

Na véspera ou mesmo no dia de viajar, eu faço o backup de tudo o que estava no celular e nos cartões de memória, deixando espaço livre pras fotos e vídeos da viagem. Ao mesmo tempo, atualizo o iPod pra ter várias músicas bacanas pra ouvir durante as férias, e confiro o conteúdo do Kindle pra ver se é preciso comprar livros novos. No dia de viajar, também vou na podóloga pra preparar meus pézinhos pras férias.

Os itens de última hora são sempre os óculos de grau e de sol, as lentes de contato e os carregadores dos eletrônicos e, pra não esquecer deles, coloco um alerta no celular para 30min antes do horário planejado para sairmos de casa. Gosto, também, de olhar com antecedência o tempo de deslocamento até e para os aeroportos/estações de trem da viagem, ainda que seja fácil conferir isso durante a viagem via internet.

Aniversário do Papai


Nos seus aniversários, quem sempre apagava as velinhas era eu. Você me pegava no colo quando eu ainda não alcançava a mesa e fazia questão de que eu as assoprasse com bastante força.

Tem tanto de você em mim quanto eu acho que um pai poderia querer: herdei de você todas as alergias respiratórias possíveis e imagináveis, aperfeiçoando algumas delas pra reagir a coisas que, pra todas as outras pessoas, são normais. A cada crise de sinusite, rinite, asma ou bronquite, a minha origem é evidente e inegável.

De tantos “tá chegando?” que eu já falei nessa vida, agora é “tô chegando!” o que eu mais ouço. Ainda bem! As “saudades do estômago” são grandes, mas muito maior é a saudade de reunir nossa família.

Feliz aniversário, papaizinho querido do meu coração!

Novas descobertas culinárias em Ierevan

Acabei de me dar conta de que o último post sobre nossas comilanças aqui em Ierevan já tem mais de mês!

De lá pra cá, repetimos muitos dos nossos restaurantes favoritos – porque já deu pra eleger os favoritos – mas também fizemos novas descobertas. Algumas boas, outras ótimas, e algumas outras mais ou menos.

  • Mamoor

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Este restaurante, que fica na Abovyan, é muito charmoso e tem uma comidinha deliciosa. Descobrimos recentemente que a rua Abovyan é, historicamente, o reduto dos restaurantes boêmios e tradicionais da cidade. Nós experimentamos a costela de porco (eu sempre), e estava muito boa. Vem acompanhada por alguns tipos de purê de batata, o que dá um sabor especial ao prato. Mas o que eu mais gostei mesmo desse restaurante foi poder observar os cozinheiros em ação, já que a cozinha tem uma janela ampla de vidro para o restaurante.

  • Le Petit Paris

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Outro cantinho delicioso na Abovyan, tem um menu sucinto e saboroso. O dia que escolhemos para conhecer este restaurante estava chuvoso, meio melancólico, e nós nos sentamos junto à janela; ficou um cenário único! Fomos lá com o Léo, e nós 3 pedimos massa. Os pratos estavam bons, mas o destaque mesmo ficou por conta das sobremesas: nós ficamos perdidos sem saber o que pedir em meio à tantas opções! No final de contas, os eleitos foram lava cake (que, para nós brasileiros, é o famoso petit gateau), brownie, e bolo de nozes com morango.

  • Coffeeshop

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Este café tem talvez um dos serviços mais lentos que já testamos aqui em Ierevan, porém dispõe de diversas opções no cardápio que incluem Oreo na sua preparação. Consequentemente, a gente aguenta um pouquinho a lentidão e aproveita a delícia que é, por exemplo, o tiramisù de Oreo!

  • Bazaar

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Experimentamos este restaurante num dia de sol e calorzinho nessa primavera que chega lentamente em Ierevan: foi o primeiro dia que saí de mangas curtas pela cidade! Aproveitamos para nos sentar no sol e almoçamos deliciosas saladas.

  • Café Central

Um dos mais tradicionais cafés da Abovyan, tem um cardápio amplo e cheio de delícias. Nós resolvemos provar as carnes, e os pontos não vieram muito certos: Felipe pediu mal passado e veio ao ponto, e eu pedi ao ponto e veio bem passado. Mas ainda assim os pratos estavam muito saborosos, com molhos apimentadinhos, e bons acompanhamentos.

  • Dolmama

Finalmente fomos provar a comida do chamado melhor restaurante da cidade! Infelizmente, ficamos um pouquinho frustrados, mas acho que erramos mesmo na escolha dos pratos. O cardápio é um dos mais diferentes que vimos na cidade, e também o mais caro. Felipe pediu coelho e eu pedi frango: marido disse que o coelho estava muito bom, mas os acompanhamentos estavam um pouco sem tempero; eu gostei do molho que vem cobrindo o frango, mas achei o frango mesmo um pouco seco – talvez porque cortaram o peito muito grande. No meu prato, as romãs davam um gosto bem legal, mas achei que a alface e o tomate eram dispensáveis. Mesmo tendo ficado meio frustrados com nossos pedidos, já quero voltar pra testar algum outro prato e tentar tirar essa frustração do caminho!

  • Jazve Opera

A rede Jazve está espalhada por toda a cidade mas ainda não tínhamos testado! Os doces que pedimos estavam bons, mas achei o serviço bem ruim: não é só lento, como também desatento. Além disso, não aceitam cartão, o que pra mim é sempre ponto negativo. Mas a unidade em que fomos, que fica na praça da Ópera, tem ambiente agradável.

  • Anteb

Uma das melhores descobertas dos últimos tempos, este restaurante serve comida da “Armênia Ocidental” em largas e saborosas porções. De entrada, um pão diferente com um molhinho apimentado chamado Muhamara, e uma sopinha deliciosa chamada Mante. Como pratos principais, comemos churrasco de porco (pork barbecue) e kafta de carne (Adana Kebab). Bônus: a comida vem rápido.

  • August Cafeteria

Uma das opções próximas ao Cascade, com ambiente agradável e mesinhas na calçada. Eu pedi um bife bourguignon, e marido comeu risoto de frango. O prato do risoto é BEM grande, enquanto o bourguignon tem uma quantidade ok de comida. Ambos estavam bem saborosos, mas eu já sei que da próxima vez que formos lá vou querer comer um prato do risoto sozinha hihihi

  • Café La Bohème

Outro agradável café com mesinhas na varanda ao sol. Pedimos bruschettas de tomates e de parma para entrada, e estavam maravilhosas. Em seguida, comemos salada italiana e Gyumri, que são praticamente iguais: alface, tomate, queijo (parmesão na italiana e lori na Gyumri). A italiana vinha com parma, e a Gyumri com pastrami; o bônus da Gyumri era um molhinho apimentado. Estavam muito saborosas, mas eu colocaria um pouquinho menos de azeite pra temperar, porque as folhas ficaram meio oleosas demais.

Fiquei devendo fotos de alguns lugares a que fomos, e também alguns nomes de pratos, porém pretendo me retratar em breve destes esquecimentos. Infelizmente, entre uma descoberta e outra, aparece uma dorzinha de barriga que não me deixa esquecer que tirei a vesícula, e nos impede de explorar maiores novidades.