Petit Palais e as exposições temporárias

Localizado bem pertinho da Champs-Élysées, o Petit Palais (ou Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris) é uma atração por si só: a belíssima entrada do palácio já arranca suspiros dos visitantes. Como se não bastasse a beleza da construção, a entrada para as exposições permanentes é gratuita.

Mas a minha visita ao Petit Palais no último mês de março tinha como objetivo conferir as duas exposições temporárias que estavam concorridíssimas – as filas para comprar ingressos eram intermináveis! “Les Hollandais à Paris, 1789-1914” e “L’art du pastel de Degas à Redon” reuniam verdadeiras obras primas por tempo limitado, e o bilhete combinado para conferir as duas exposições custou €15.

Les Hollandais à Paris, 1789-1914

Da tradição da pintura das flores às rupturas estéticas da modernidade, a exposição coloca luz sobre as ricas trocas artísticas, estéticas e amigáveis entre os pintores holandeses e franceses, do reino de Napoleão ao alvorecer do século XX.

Desde o primeiro Império, e principalmente a partir de 1850, mais de um milhão de pintores holandeses deixaram seu país para renovar suas inspirações. Entre eles, quase todos escolheram se estabelecer em Paris, inexoravelmente atraídos pelo dinamismo da sua veia artística. Os pintores tinham a oportunidade de seguir uma escola rica, de encontrar lugares para exposição e venda das suas obras, ou simplesmente de fazer novos contatos. Nas suas estadias, menos ou mais longas, foram muitas vezes o primeiro passo para uma instalação definitiva na França. Isso passou a causar influência decisiva sobre o desenvolvimento da pintura holandesa, já que alguns artistas, como Jacob Maris ou Breitner, difundiam as novas ideias quando voltaram à Holanda.

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Do mesmo modo, artistas como Jongkind e Van Gogh influenciaram seus camaradas franceses com temas, cores, e caminhos próximos da sensibilidade holandesa, fundamentados na tradição do século de ouro holandês que o público francês redescobria naquela época. 115 obras emprestadas pelos grandes museus da Holanda, bem como algumas outras de outros museus europeus e americanos, marcam essa jornada, retratando um século de revoluções na pintura.

A jornada cronológica nos conta sobre os elos que foram forjados entre os artistas holandeses e seus camaradas franceses, as influências, as trocas e os enriquecimentos mútuos por meio das obras de 9 pintores holandeses: Gérard van Spaendonck, ao fim do século XVIII, e Ary Scheffer, da geração romãntica; Jacob Maris, Johan Jongkind e Frederik Kaemmerer, na metade do século XIX; e George Breitner, Vincent van Gogh, Kees van Dongen e Piet Mondrian, ao fim do século XIX e início do século XX. Suas obras são apresentadas lado a lado daquelas dos artistas franceses contemporâneos como Géricault, David, Corot, Millet, Boudin, Monet, Cézanne, Signac, Braque, Picasso, a fim de estabelecer correspondências e comparações.

L’art du pastel de Degas à Redon

Com uma coleção rica de mais de 200 pinturas, o Petit Palais apresentou, pela primeira vez, uma seleção de mais de 150 obras, oferecendo um panorama exaustivo das principais correntes artísticas da segunda metade do século XIX, do Impressionismo ao Simbolismo.

A exposição permitiu descobrir as nuances da coleção com as obras de Berthe Morisot, Auguste Renoir, Paul Gauguin, Mary Cassatt e Edgar Degas, dos artistas do Simbolismo como Lucien Lévy-Dhurmer, Charles Léandre, Alphonse Osbert, Émile-René Ménard, e um conjunto particularmente importante das obras de Odilon Redon, bem como a arte mais mundana de James Tissot, Jacques-Émile Blanche, Victor Prouvé e Pierre Carrier-Belleuse.

A técnica do pastel seduz pela sua matéria e suas cores, permitindo uma grande rapidez de execução e traduz uma grande variedade estilística. De um simples traço colorido até as grandes obras super elaboradas, o pastel está no cruzamento entre o desenho e a pintura. A grande maioria das peças que foram expostas datavam de 1850 a 1914, ilustrando a renovação do pastel durante a segunda metade do século XIX.

A exposição também proporcionou aos visitantes a oportunidade de se familiarizarem com a técnica do pastel e com a questão da conservação das obras feitas em papéis, particularmente sensíveis aos efeitos da luz e que, portanto, não podem ficar em exposição permanente. Por conta disso, era proibido fotografar esta exposição.

Atual e próximas exposições no Petit Palais

Além do acervo permanente, que sempre merece aquela olhadinha, o Petit Palais tem muitas exposições temporárias. Entre 21 de junho e 14 de outubro de 2018, o Museu apresenta a exposição “Les Impressionnistes à Londres”. A partir do dia 15 de setembro até 14 de outubro, é possível conferir “Jakuchū (1716-1800 – Le Royaume coloré des êtres vivants”; entre 11 de dezembro e 17 de março de 2019, “Fernand Khnopff (1858-1921 – Le maître de l’énigme”; e entre 11 de dezembro e 31 de março de 2019, “Jean Jacques Lequeu (1757-1826) – Bâtisseur de fantasmes”.

A Armênia e o Futebol, e o Futebol na Armênia

Estamos em plena Copa do Mundo e, embora a seleção da Armênia não tenha se classificado para a competição, o país está tomado pelo espírito futebolístico! A proximidade com a Rússia, país sede do campeonato mundial de 2018, impulsionou o turismo na Armênia, já que muitos dos torcedores que visitam a Rússia nesse período estão aproveitando a oportunidade para conhecer outros países da região.

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Enquanto a bola rola na Rússia, Yerevan está em ritmo de Copa do Mundo, com muitos dos bares, cafés e restaurantes decorados com as bandeiras dos países que estão no campeonato, e muitos deles também estão transmitindo os jogos. Aqui, estamos 1 hora na frente do horário da Rússia, então a última partida do dia (que, no Brasil, acontece às 15h) começa às 22h, terminando pertinho da meia-noite. Se em outros lugares do mundo isso talvez fosse motivo para que a rua estivesse vazia, principalmente se tratando de um país que não está competindo no campeonato mundial, em Yerevan a cidade vibra e pulsa!

A seleção masculina da Armênia está em 100ª posição no ranking da FIFA. Nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2018, a Armênia fez parte do Grupo E – o mesmo grupo da Dinamarca e da Polônia, que se classificaram para o mundial. Nos seus 10 jogos das eliminatórias, a Armênia somou (apenas) 7 pontos, e ficou em 5º lugar no grupo, na frente apenas do Cazaquistão. Dos 10 jogos, 5 aconteceram no Estádio Republicano (Republican Stadium) de Yerevan, e a Armênia venceu 2 destes jogos: em 11 de novembro de 2016, na partida contra Montenegro, e em 26 de março de 2017, na partida contra o Cazaquistão, que presenciei ao vivo e a cores!

Ver a seleção da Armênia jogando no Republican Stadium de Yerevan foi mais uma das experiências inesquecíveis entre as tantas que tenho vivido aqui! O jogo foi muito animado; os armênios demonstraram muita paixão pelo esporte vestindo as cores nacionais, carregando bandeiras, cantando muito durante o jogo, gritando HAYASTAN (o nome armênio da Armênia) diversas vezes e, é claro, fumando muito o tempo todo.

Henrikh Mkhitaryan, o craque que é o orgulho nacional

Durante as eliminatórias da Copa, Henrikh Mkhitaryan liderou o time, carregando a braçadeira de capitão. Ele é o grande craque armênio, e é o orgulho nacional: TODAS as camisas da seleção da Armênia que a gente encontra tem o nome dele, além dos bonecos uniformizados que homenageiam o jogador de futebol, que fazem enorme sucesso entre as crianças.

Henrikh Mkhitaryan foi para o Manchester United no meio do ano de 2016 e, em dezembro do mesmo ano, tornou-se o primeiro armênio a marcar um gol na Premier League, quando o Manchester United venceu o Tottenham por 1×0. Em janeiro de 2018, Mkhitaryan assinou com o Arsenal. O curioso é que Mkhitaryan também se tornou o primeiro jogador de futebol a marcar pelo Manchester United e contra o Manchester United numa mesma temporada!

Nascido em Yerevan em 21 de janeiro de 1989, Henrikh Mkhitaryan fez 6 gols com a camisa da seleção da Armênia durante as eliminatórias para a Copa do Mundo, mas infelizmente não conseguiu conduzir o time nacional à Copa do Mundo. A seleção da Armênia nunca jogou uma fase final de Copa do Mundo.

Salvem o futebol armênio!

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Desde 2015, quando a Armênia terminou em último lugar na fase classificatória para o Campeonato Europeu, há um movimento que luta para resgatar o futebol armênio, numa tentativa de impulsionar tanto o time nacional quanto as ligas locais. Naquela época, o First Armenian Front (a maior das torcidas organizadas do país) submeteu à Football Federation of Armenia (a instituição futebolística do país) três demandas: primeiro, que um técnico internacional de alta qualidade fosse contratado para treinar a seleção armênia; segundo, que todos os candidatos ao time nacional tivessem oportunidade de jogar, sem discriminações; e, terceiro, que os preços para os jogos da seleção nacional fossem reduzidos.

O First Armenian Front, fundado em 2007, não só apoia a seleção quando joga em casa, mas também organiza viagens para que os torcedores locais tenham a oportunidade de acompanhar as partidas do time nacional, e também para reunir torcedores armênios de todo o mundo.

O então presidente da Football Federation of Armenia, Ruben Hayrapetyan, respondeu que o First Armenian Front representa um grupo pequeno de torcedores e que as suas demandas não poderiam ser consideradas como a voz de todos os torcedores do time nacional. A reação de Hayrapetyan é característica das lideranças tradicionais armênias; só agora, após a Velvet Revolution, é que começamos a ver algumas mudanças nas respostas às demandas diversas dos cidadãos (mais sobre a Velvet Revolution em breve!).

Os armênios são apaixonados por futebol, e é fácil notar que a vontade da população é de que o time nacional seja impulsionado para participar dos grandes campeonatos internacionais. Os 9 clubes armênios disputam a Copa da Armênia anualmente e, nesse ano, o clube “FC Pyunik” passará a ser chamado “FC Yerevan”, em homenagem à capital da Armênia, que é sua sede, no ano em que a cidade completa 2800 anos. Os outros clubes armênios são: FC Shirak, com sede em Gyumri; FC Lori, com sede em Vanadzor; FC Gandzasar-Kapan, com sede em Kapan; FC Banants, FC Ararat City, FC Alashkert, FC Artsakh, e FC Erebuni, todos estes com sede em Yerevan.

Muito ligados ao futebol e na história futebolística mundial, não é raro que muitos falem sobre os jogadores brasileiros com grande admiração – e não só de Neymar, Ronaldo ou Pelé, mas também Mané Garrincha, Rivaldo, Roberto Carlos, Taffarel, Romário, Bebeto e tantos outros que fizeram história no futebol brasileiro. A campanha “SAVE ARMENIAN FOOTBALL” é um manifesto real da vontade dos torcedores armênios em valorizar o esporte no país e projetar seus jogadores para o mundo, e a admiração que eles tem pelo futebol brasileiro está intimamente ligada a este anseio.

*texto publicado originalmente no Brasileiras pelo Mundo

Minhas citações favoritas sobre viagens

A viagem pra Teerã, ainda que tão rápida, me proporcionou um mergulho tão profundo nas minhas percepções de mundo que eu acabei lembrando de algumas das minhas citações favoritas, que estão legendando as imagens que apareceram no meu instagram.

E, mesmo ainda devendo alguns posts sobre Paris, e mais meia dúzia de palavrinhas sobre as férias no Brasil e o final de semana que passamos em Buenos Aires, quis hoje registrar aqui algumas das minhas citações favoritas sobre viagens!

 

DE VIDA E DE VIAGENS

“If I go, there’s just no telling how far I’ll go.” – da trilha sonora do filme Moana

“To Travel is to Live” – Hans Christian Andersen

“Live your life by a compass, not a clock.” -Stephen Covey

“With the right mindset and spirit, only the sky is the limit.”- autor desconhecido

“The gladdest moment in human life, me thinks, is a departure into unknown lands.” – Sir Richard Burton

“Around here, however, we don’t look backwards for very long. We keep moving forward, opening up new doors and doing new things, because we’re curious…and curiosity keeps leading us down new paths.” – Walt Disney

“Be fearless in the pursuit of what sets your soul on fire.”– Jennifer Lee

“Travel makes one modest. You see what a tiny place you occupy in the world.” – Gustav Flaubert

“Our battered suitcases were piled on the sidewalk again; we had longer ways to go. But no matter, the road is life.” – Jack Kerouac

“All you need to know is that it’s possible.” -Wolf, an Appalachian Trail Hiker

“The life you have led doesn’t need to be the only life you have.” – Anna Quindlen

“We live in a wonderful world that is full of beauty, charm, and adventure. There is no end to the adventures we can have if only we seek them with our eyes open.” – Jawaharial Nehru

“And then there is the most dangerous risk of all — the risk of spending your life not doing what you want on the bet you can buy yourself the freedom to do it later.” – Randy Komisar

“Because in the end, you won’t remember the time you spent working in the office or mowing your lawn. Climb that goddamn mountain.”― Jack Kerouac

“Remember that happiness is a way of travel – not a destination.” -Roy M. Goodman

“The biggest adventure you can ever take is to live the life of your dreams.” – autor desconhecido

“Once in a while it really hits people that they don’t have to experience the world in the way they have been told to.” -Alan Keightley

“Twenty years from now you will be more disappointed by the things that you didn’t do than by the ones you did do. So throw off the bowlines. Sail away from the safe harbor. Catch the trade winds in your sails. Explore. Dream. Discover.”― Mark Twain

“What you’ve done becomes the judge of what you’re going to do – especially in other people’s minds. When you’re traveling, you are what you are right there and then. People don’t have your past to hold against you. No yesterdays on the road.” – William Least Heat Moon

 

DE VIAJAR E TRANSFORMAR

“Traveling – it leaves you speechless, then turns you into a storyteller.” – Ibn Battuta

“Better to see something once than hear about it a thousand times.”- autor desconhecido

“No one realizes how beautiful it is to travel until he comes home and rests his head on his old, familiar pillow.” – Lin Yutang

“Don’t listen to what they say. Go see.” – autor desconhecido

“Adventure may hurt you but monotony will kill you.” – autor desconhecido

“Travel changes you. As you move through this life and this world you change things slightly, you leave marks behind, however small. And in return, life – and travel – leaves marks on you. Most of the time, those marks – on your body or on your heart – are beautiful. Often, though, they hurt.” Anthony Bourdain

“Before the world ends… travel around it!”- autor desconhecido

“Travel isn’t always pretty. It isn’t always comfortable. Sometimes it hurts, it even breaks your heart. But that’s okay. The journey changes you; it should change you. It leaves marks on your memory, on your consciousness, on your heart, and on your body. You take something with you. Hopefully, you leave something good behind.” Anthony Bourdain 

“I’m in love with cities I’ve never been to and people I’ve never met.” – autor desconhecido

“Oh the places you’ll go.” -Dr. Seuss

“Don’t call it a dream…call it a plan.” – autor desconhecido

“A great way to learn about your country is to leave it.” -Henry Rollins

 

DE VIAJAR COM MALAS INTELIGENTES

“The most beautiful in the world is, of course, the world itself.” -Wallace Stevens

‘The journey, not the arrival, matters.” –T.S. Eliot

“What you’ve done becomes the judge of what you’re going to do — especially in other people’s minds. When you’re traveling, you are what you are right there and then.  People don’t have your past to hold against you. No yesterdays on the road.” -William Least Heat Moon

“He who would travel happily must travel light.” – Antoine de St. Exupery

“Dare to live the life you’ve always wanted.” – autor desconhecido

“Travel and change of place impart new vigor to the mind.” – Seneca

“Take only memories, leave only footprints.” – autor desconhecido

“Wherever you go, go with all your heart!” -Confucius

“When preparing to travel, lay out all your clothes and all your money. Then take half the clothes and twice the money.” – Susan Heller

“Own only what you can always carry with you: known languages, known countries, known people. Let your memory be your travel bag.”- Alexandr Solzhenitsyn

“Conventional wisdom tells us… we take our baggage with us. I’m not so sure. Travel, at its best, transforms us in ways that aren’t always apparent until we’re back home. Sometimes we do leave our baggage behind, or, even better, it’s misrouted to Cleveland and is never heard from again.” -Eric Weiner

 

DE VIAJAR E VIVER AVENTURAS

“Life is either a daring adventure or nothing at all.” -Helen Keller

“Blessed are the curious for they will have adventures.” – autor desconhecido

“One’s destination is never a place, but a new way of seeing things.” -Henry Miller

“If you reject the food, ignore the customs, fear the religion and avoid the people, you might better stay home.” -James Michener

“All journeys have secret destinations of which the traveler is unaware.” -Martin Buber

“The world outside, you should go explore.” – John Mayer

“Viajar não é uma questão de dinheiro, mas de coragem.” – Paulo Coelho

“The goal is to die with memories, not dreams.” – autor desconhecido

“Two roads diverged in a wood and I – I took the one less traveled by.” -Robert Frost

“There was nowhere to go but everywhere, so just keep on rolling under the stars.” – Jack Kerouac

“Life is a journey, not a destination.”- autor desconhecido

“I travel not to cross countries off a list, but to ignite passionate affairs with destinations.” – Nyssa P. Chopra

“Adventure is a path. Real adventure – self-determined, self-motivated, often risky – forces you to have firsthand encounters with the world. The world the way it is, not the way you imagine it. Your body will collide with the earth and you will bear witness. In this way you will be compelled to grapple with the limitless kindness and bottomless cruelty of humankind – and perhaps realize that you yourself are capable of both. This will change you. Nothing will ever again be black-and-white.” -Mark Jenkins

“Take every chance you get in life, because some things only happen once.” – Karen Gibbs

“Tourists don’t know where they’ve been, travelers don’t know where they’re going.” -Paul Theroux

 

DE VIAJAR E APRENDER MUITO

“The world is a book, and those who do not travel read only a page.” – St. Augustine

“Travel makes a wise man better but a fool worse.” – Thomas Fuller

“To my mind, the greatest reward and luxury of travel is to be able to experience everyday things as if for the first time, to be in a position in which almost nothing is so familiar it is taken for granted.” -Bill Bryson

“Not all those who wander are lost.” -J.R.R. Tolkien

“Our happiest moments as tourists always seem to come when we stumble upon one thing while in pursuit of something else.” – Lawrence Block

“Do not follow where the path may lead. Go instead where there is no path and leave a trail” – Ralph Waldo Emerson

“Traveling is a brutality. It forces you to trust strangers and to lose sight of all that familiar comforts of home and friends. You are constantly off balance. Nothing is yours except the essential things – air, sleep, dreams, the sea, the sky – all things tending towards the eternal or what we imagine of it.” – Cesare Pavese

“Every man can transform the world from one of monotony and drabness to one of excitement and adventure.” -Irving Wallace

“Life is short and the world is wide” – autor desconhecido

“Today I finally overcame trying to fit the world inside a picture frame. Maybe I will tell you all about it when I’m in the mood to lose my way, but let me say you should have seen that sunrise with your own eyes; it brought me back to life.” – John Mayer

“I love the feeling of being anonymous in a city I’ve never been before.” – autor desconhecido

“Once a year, go someplace you’ve never been before.” – Dalai Lama

“We travel, some of us forever, to seek other states, other lives, other souls.”-Anaïs Nin

“A good traveler has no fixed plans and is not intent on arriving.” -Lao Tzu

“Life is a journey. Make the best of it.” – autor desconhecido

“I have found out that there ain’t no surer way to find out whether you like people or hate them than to travel with them.”- Mark Twain

“Travel is the only thing you buy that makes you richer” – autor desconhecido

“You don’t have to be rich to travel well.” – Eugene Fodor

“A journey is best measured in friends, rather than miles.” -Tim Cahill

“Like all great travelers, I have seen more than I remember, and remember more than I have seen.” -Benjamin Disraeli

“To travel is to discover that everyone is wrong about other countries.” -Aldous Huxley

“If you’re twenty-two, physically fit, hungry to learn and be better, I urge you to travel – as far and as widely as possible. Sleep on floors if you have to. Find out how other people live and eat and cook. Learn from them – wherever you go.” – Anthony Bourdain

“I never travel without my diary. One should always have something sensational to read on the train.” -Oscar Wilde

 

DE VIAJAR E SE ENCONTRAR

“Wherever you go becomes a part of you somehow.” – Anita Desai

“I need to move around a bit. To shuffle my surroundings. To wake up in cities I don’t know my way around and have conversations in languages I cannot entirely comprehend. There is always this tremendous longing in my heart to be lost, to be someplace else, to be far far away from all of this.” – autor desconhecido

“Eu saí da África, mas a África não saiu de mim.” – eu mesma, em janeiro de 2013

“I travel not to go anywhere, but to go. I travel for travel’s sake. The great affair is to move.” -Robert Louis Stevenson

“I’ll look back on this and smile because it was life and I decided to live it.”- autor desconhecido

“I am not the same, having seen the moon shine on the other side of the world.” – Mary Anne Radmacher

“You can shake the sand from your shoes, but it will never leave your soul.” – autor desconhecido

“Good company in a journey makes the way seem shorter.” -Izaak Walton

“Live life with no excuses, travel with no regret” – Oscar Wilde

“Travel far enough, you meet yourself” -David Mitchell

“At its best, travel should challenge our preconceptions and most cherished views, cause us to rethink our assumptions, shake us a bit, make us broader minded and more understanding.” –Arthur Frommer

“Do not follow where the path may lead. Go instead where there is no path and leave a trail.” -Ralph Waldo Emerson

“A ship in a harbor is safe, but it not what ships are build for.” -John A. Shedd

“Man cannot discover new oceans unless he has the courage to lose sight of the shore.” – Andre Gide

“Happiness is letting go of what you think your life is supposed to look like and celebrate it for everything that it is.” -Mandy Hale

“Then I realized adventures are the best way to learn.” – autor desconhecido

“It is not down in any map; true places never are.” – Herman Melville

“Oh, but Paris isn’t for changing planes, it’s for changing your outlook!” – do filme Sabrina, de 1954

A citação acima estava, coincidentemente, citada num livro que estava lendo no meu vôo Yerevan-Paris quando estava indo pro Brasil em agosto de 2017, e teria uma conexão de 11h em Paris. De fato, aquela conexão não foi apenas uma mudança de aviões, mas me propiciou um encontro espiritual profundo com direito à mudança das minhas perspectivas!

“Assise là, et étant seule dans un pays étranger, loin de mon travail et des toutes les gens que je connais, un sentiment est venu à moi. C’était comme si je me souvenais de quelque chose que je n’ai jamais connu ou que j’avais attendu toujours, mais je ne savais pas quoi. Peut-être c’était quelque chose que j’avais oublié ou quelque chose que m’a manqué toute ma vie. Je peux vous dire que j’ai senti au même temps la joie et la tristesse. Mais pas trop de tristesse, parce que je me sentais vivante. Ça c’était le moment que j’ai commencé a aimer Paris, et le moment que j’ai senti que Paris m’aimait aussi.”- do filme Paris Je t’aime, de 2006

Minha primeira viagem pra Paris foi em 2009, três anos depois do lançamento desse filme. Eu estava lá, sozinha, na Cidade Luz, andando por lugares que faziam parte do meu imaginário, mas sem ninguém para dividir tudo o que eu via e vivia. E esse trecho do filme fez tanto sentido pra mim que até hoje me arrepio de lembrar das emoções e sensações de andar sozinha e me perder pelas ruas de Paris.

Se você tem alguma citação favorita – sobre viagem ou sobre a vida – deixa aqui nos comentários!

*este post poderá ser (e provavelmente será) atualizado com novas citações ao longo do tempo.

Musée d’Orsay

Vocês acreditam que, até essa minha última ida a Paris, eu não tinha entrado no Musée d’Orsay?! Pois é! Finalmente corrigi esse erro e fui conhecer o acervo desse museu incrível, e também dar uma olhadinha nas exposições temporárias.

O Musée d’Orsay fica no coração de Paris, às margens do Sena, de frente para o Jardin des Tuileries. O museu ocupa o espaço que foi, um dia, a Gare d’Orsay, um edifício construído para a exposição universal de 1900, o que torna o prédio a primeira obra de arte do Museu, que tem uma coleção exposta de peças que datam de 1848 a 1914.

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Às vésperas da exposição universal de 1900, a França cedeu o terreno à Compagnie des Chemins de fer d’Orléans que, desfavorecidos pela posição excêntrica da estação de Austerlitz, projetavam construir, no lugar do Palais d’Orsay, uma estação mais central. Em 1887, a Compagnie consultou três arquitetos (Lucien Magne, Emile Bénard e Victor Laloux) sobre as restrições do espaço – a elegância do quarteirão, a vizinhança ao Palais du Louvre e da Légion d’Honneur – que apresentavam um desafio: integrar a Gare ao elegante espaço urbano em que estava inserida. Victor Laloux foi o escolhido em 1898.

Construída num período de 2 anos, a estação foi inaugurada para a exposição universal em 14 de julho de 1900. O exterior desenhado por Laloux mascarava as estruturas metálicas da estação com uma fachada de pedra de estilo eclético; no interior, o modernismo se impunha: planos inclinados e elevadores de carga para as bagagens, elevadores para os passageiros, 16 pistas no porão, os serviços de recepção no piso térreo, tração elética. O grande hall tinha 32m de altura, 40m de largura e 138m de profundidade.

Entre 1900 e 1939, a Gare d’Orsay desempenhou papel fundamental para a linha sudoeste da França. O Hôtel d’Orsay recebia, além dos viajantes, as associações e partidos políticos para conferências e banquetes. Porém, a partir de 1939, a estação servia apenas aos subúrbios, já que suas plataformas ficaram muito curtas por conta da eletrificação progressiva das linhas ferroviárias e do prolongamento dos trens.

A transformação de estação de trem em museu foi colocada a cargo dos arquitetos Bardon, Colboc e Philippon, do grupo ACT-Architecture. O projeto deles, selecionado entre 6 propostas em 1979, deveria respeitar a arquitetura de Victor Laloux em todo o tempo da reinterpretação da sua função para a nova vocação, o que permitia valorizar o grande salão, utilizando a nave como eixo principal do percurso, e transformando a marquise em entrada principal.

Três níveis desenham o percurso do museu: no térreo, as salas são distribuídas ao longo do corredor central; no nível intermediário, as esplanadas dominam o percurso, e introduzem as salas de exposição; no nível superior, localizado acima do pórtico ao longo do cais, se estende até a parte mais alta do Hôtel, na rue de Bellechasse. Os outros espaços são acessíveis a partir destes três níveis principais de exposição das obras: o pavilhão de subida, as passagens vitrais ao oeste da estação, o restaurante do museu (localizado na antiga sala de refeições do Hôtel), o café dos autores, a biblioteca e o auditório.

O interior original do museu foi projetado por uma equipe de cenógrafos e arquitetos, sob a direção de Gae Aulenti, que trabalho com Italo Rota, Piero Castiglioni (consultor de iluminação) e Richard Peduzzi (responsável pela apresentação arquitetônica) para criar uma disposição unificada a partir de uma grande diversidade de volumes, particularmente pela homogeneidade dos materiais utilizados (revestimento de pedra no chão e nas paredes). Tal desenvolvimento corresponde ao volume desproporcional da antiga estação. A sinalização foi projetada por B. Monguzzi e J. Widmer. Quanto à iluminação, alterna-se entre natural e artificial, o que permite variar as intensidades necessárias de acordo com a diversidade das obras expostas.

O Musée d’Orsay está aberto entre 9h30 e 18h todos os dias, exceto às segundas (quando o museu fecha) e quintas, quando o museu fica aberto até 21h45. O ingresso custa €12, mas há também a opção de comprar o “Passeport Musée d’Orsay + Musée Rodin”, que permite uma vista a cada um dos museus, por €18.

Musée de l’Armée – Invalides

Devo confessar que, até essa minha última ida a Paris, em março, eu não tinha um museu favorito na cidade – isso porque eu ainda não tinha visitado o Musée de l’Armée!!

O Musée de l’Armée fica no Hôtel des Invalides, um monumento de cunho militar, e a visita ao museu é indissociável a este monumento. Até o século XVII, não havia nenhuma fundação em particular para abrigar os soldados inválidos; foi em 1670 que Louis XIV decidiu criar o Hôtel des Invalides, destinado a acolher os veteranos de guerra. O trabalho foi confiado ao arquiteto Libéral Bruant, que desenhou um prédio de estilo clássico, grandioso, sóbrio e elegante.

Os primeiros residentes se instalaram em 1674; à época, o Hôtel funcionava como uma cidade, com hospício, quartel, convento, hospital e fábrica, sob um sistema militar e religioso. Ao fim do século XVII, eram cerca de 4000 residentes, dos quais, supervisionados pelos oficiais, se dividiam em companhias. Os que ainda podiam, prestavam um serviço de guarda, principalmente na Bastille, enquanto os outros trabalhavam em oficinas de sapataria, tapeçaria e iluminação. Sob o império de Napoleão Bonaparte, há uma reorganização da instituição, e o início da transformação da Igreja de Saint-Louis em panteão militar nacional. Esse movimento foi consagrado a partir de 1840 pela edificação, sob a cúpula, da tumba do Imperador, aberta à visitação.

Hoje em dia, o clássico monumento histórico do Hôtel National des Invalides é um lugar importante da memória nacional, com cerca de 50 organismos mantendo a sua atividade – entre eles, a Institution Nationale des Invalides, um hospital militar instalado ao sul do monumento, mantendo a vocação primeira da fundação, enquanto a ala norte do monumento abriga o Musée de l’Armée.

A coleção do Musée de l’Armée é impressionante, com armas que datam desde o século XIII, armas de artilharia, objetos representativos da música militar, entre outros artigos. O destaque fica para o incrível acervo das Grandes Guerras Mundiais, que conta com uniformes, armamentos, pôsteres e objetos diversos usados durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Nem preciso dizer que esta foi a minha seção favorita do museu, não é?!

O Musée de l’Armée fica aberto de 10h às 18h entre abril e outubro, e de 10h às 17h entre novembro e março. O ingresso custa €12, mas menores de 18 anos tem isenção de tarifa.