Minatürk

No primeiro final de semana de julho, aproveitamos um feriadinho prolongado em Yerevan e cruzamos a fronteira com a Turquia! Bem, não exatamente cruzamos a fronteira, já que a fronteira terrestre é fechada pois Armênia e Turquia não tem relações diplomáticas, mas há vôos diretos entre Yerevan e Istambul, operados pela Atlas, e foi assim que “cruzamos a fronteira”.

IMG_9432

Chegamos bem cedinho e logo fomos explorar Istambul. Como ficaríamos 3 dias na cidade, decidimos comprar o passe do Big Bus válido por 72h. Como nós compramos on-line, com antecedência além do desconto, ganhamos ingressos para o Miniatürk, que é um parque dedicado à miniaturas dos principais prédios e pontos turísticos de toda a Turquia.

O Miniatürk ocupa uma área de cerca de 60.000 metros quadrados, incluindo restaurantes, cafeterias, lojas de souvenires, salas de exibição, e playground externo. As miniaturas criam uma espécie de labirinto por onde vamos passeando.

O passeio é interessante e deve agradar principalmente às crianças. Nós nos divertimos, as miniaturas são super detalhadas, mas a verdade é que talvez tivéssemos aproveitado melhor o tempo fazendo outra coisa.

Para aqueles que se interessarem pelo Miniatürk, vale a pena conferir se a promoção do Big Bus ainda tá rolando. O ingresso individual custa 15 liras turcas.

Sergei Parajanov, o principal cineasta armênio

Sergei Parajanov é um dos principais mestres do cinema do século XX, armênio nascido na Geórgia, em 09 de janeiro de 1924. Parajanov nunca se permitiu conformar seu trabalho ao realismo socialista estrito, preferido pelas autoridades Soviéticas. Depois de estudar cinegrafia e música, Parajanov tornou-se diretor assistente dos estúdios Dovzhenko em Kiev, estreando como diretor cinematográfico em 1954. A partir daquele ano, Parajanov dirigiu inúmeros curtas-metragens e longas-metragens, todos dispensados por ele, por tê-los considerado verdadeiros lixos.

Em 1945, Parajanov viajou para Moscou e se inscreveu no departamento de direção de cinema do VGIK, uma das escolas cinematográficas mais antigas e respeitadas da Europa, estudando sob a tutela dos diretores Igor Savchenko e Aleksandr Dovzhenko.

Em 1948, Parajanov foi condenado a cinco anos de prisão por homossexualidade, que era ilegal naquela época, na União Soviética, mas foi solto sob anistia depois de três meses. Em entrevistas, amigos e parentes contestam estas acusações e as apontam como mentirosas, especulando que a punição era algum tipo de retaliação política por conta das suas visões rebeldes.

Em 1950, Sergei Parajanov casou-se em Moscou pela primeira vez, com Nigyar Kerimova, que vinha de uma família tártaro-muçulmana e converteu-se ao Cristianismo Ortodoxo Ocidental para casar-se com Parajanov, o que motivou seu assassinato por seus parentes. Depois da morte de Kerimova, Parajanov deixou a Rússia para morar em Kiev, onde produziu os documentários “Dumka”, “Mãos Douradas”e “Natalia Uzhvy” e os filmes “Andriesh” (baseado num conto de fadas do escritor moldavo Emilian Bukov), “The Top Guy” (um musical kolkhoz), “Ukrainian Rhapsody” (um melodrama de tempos de guerra), e “Flower on the Stone” (sobre um culto religioso que se infiltrava numa cidade mineradora na região de Donets Basin). Em 1956, casou-se com Svitlana Ivanivna Shcherbatiuk, e teve um filho com ela em 1958, que recebeu o nome de Suren.

O primeiro filme de Andrei Tarkovsky, “A infância de Ivan”, causou um enorme impacto na auto-descoberta de Parajanov como diretor de cinema. Mais tarde, a influência tornou-se mútua, e eles se tornaram muito amigos. Em 1965, Parajanov abandonou o realismo socialista de uma vez, dirigindo o poético “Shadows of Forgotten Ancestors”, o seu primeiro filme com completo controle criativo. Este filme recebeu inúmeros prêmios e foi relativamente bem recebido pelas autoridades Soviéticas. O Quadro Editorial de Roteiros em Goskino, na Ucrânia, exaltou o filme por juntar a qualidade poética com a profundidade filosófica do conto de Kotsiubynsky por meio da linguagem cinematográfica, qualificando o filme como um brilhante sucesso criativo do estúdio Dovzhenko. As autoridades Soviéticas concordaram em lançar o filme com sua trilha sonora ucraniana original, sem modificações ou dublagem dos diálogos para o russo, objetivando a preservação das suas características ucranianas.

Em 1964, Parajanov dirigiu “Os Cavalos de Fogo”, uma celebração rapsódia da cultura folclórica ucraniana, e o mundo passou a conhecer um talento surpreendente e idiossincrático. Assim, Parajanov inventava seu próprio estilo cinematográfico e tornava-se uma celebridade internacional. Simultaneamente à fama, seguiram-se os ataques das autoridades conservadoras da União Soviética.

Pouco tempo depois, Parajanov deixou Kiev para vir morar na Armênia, sua terra ancestral. Em 1969, ele começou a produzir “Sayat Nova”, filme considerado por muitos como seu principal trabalho, embora tenha sido filmado sob condições relativamente precárias e com um orçamento pequeno. As autoridades soviéticas intervieram e baniram “Sayat Nova” por conta do seu conteúdo supostamente inflamatório. Parajanov reeditou suas filmagens e renomeou o filme como “A Cor da Romã”, que foi ainda mais inovadora, explorando a arte e a poesia da sua terra nativa Armênia com uma série de incríveis e belíssimas imagens, e aclamado por críticos como Alexei Korotyukov e Mikhail Vartnov.

Mas, àquela altura, as autoridades Soviéticas já não suportavam mais tanta ousadia. Somando-se ao fato de que Parajanov não se conformava ao estilo artístico realista da União Soviética, seu estilo de vida e comportamento controversos fez com que as autoridades Soviéticas condenassem Parajanov repetidas vezes e censurassem seus filmes. Quase todos os filmes e projetos de Parajanov entre 1965 e 1973 foram banidos ou encerrados pelas administrações cinematográficas Soviéticas, tanto locais (em Kiev e Yerevan) e federal. Parajanov foi preso em 1973 sob acusações de homossexualidade, estupro, suborno e tráfico ilegal de ícones religiosos.

Parajanov foi preso três vezes, e a última delas foi em 1982. Mesmo depois de ser liberto, ele continuou sendo persona non grata no cinema Soviético. Com a chegada da Perestroika e o relaxamento político, ele voltou a trabalhar como diretor e conseguiu produzir “A Lenda da Fortaleza Suram” em 1985, contando com a ajuda e influência do ator georgiano Dodo Abashidze e de outros amigos. Parajanov ainda dirigiu “O Trovador Kerib” em 1988, e A Confissão, que tornou-se conhecida como “A Última Primavera”, lançada em 1992.

A saúde de Parajanov ficou seriamente comprometida pelos quatro anos de trabalho forçado e mais nove meses na prisão em Tbilisi. “A Última Primavera” foi sua última obra, conhecida pelo público dois anos depois da sua morte na Armênia em 20 de julho de 1990, vítima de câncer de pulmão. Naquela época, suas obras estavam voltando a ser conhecidas pelo público, apresentadas em grandes festivais internacionais. Os filmes da Parajanov foram premiados no Festival de Cinema de Mar del Plata, no Festival Internacional de Cinema de Istambul, no Nika Awards, no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam, no Festival Internacional de Cinema de Sitges – Catalan, no Festival Internacional de Cinema de São Paulo, entre outros.

Em janeiro de 1988, Parajanov disse em uma entrevista que ele tinha três terras natais, pois tinha nascido na Geórgia, trabalhado na Ucrânia e iria morrer na Armênia. Seu corpo está enterrado no Panteão Komitas, em Yerevan.

texto de minha autoria originalmente publicado no site Brasileiras pelo Mundo

Visitamos o Dubai Frame

Na nossa última ida ao Brasil, nossa passagem fazia loooongas conexões em Dubai tanto na ida quanto na volta. Por isso, nós aproveitamos para passear pela cidade que está em constante movimento – e também ir ao cinema porque esse é o nosso jeitinho hihihi

A conexão da volta era a mais longa – mais de 27 horas! – então aproveitamos para ir ao Dubai Frame, uma das atrações mais recentes de Dubai.

IMG_9209

O Dubai Frame é exatamente isso: uma gigantesca moldura, com 150 metros de altura, que abriga um museu ultra tecnológico contando a história de Dubai desde o seu nascimento como uma vila de pescadores até a sua transição para icônica metrópole, que é uma das cidades mais ricas do mundo.

Dubai Frame é o maior porta-retrato do mundo, e lá de cima podemos observar, de um lado, a “Dubai velha” e, do outro, a “Dubai nova”, moderníssima e inovadora.

O ingresso de adulto para o Dubai Frame custa AED 53 (cerca de R$61), mas é possível encontrar ingressos que combinam outras atrações de Dubai, como o Burj Khalifa ou então o IMG Worlds of Adventure.

Os 150 anos do nascimento de Hovhannes Tumanyan

Os escritores estão destinados a desempenhar um papel na história literária dos seus países, e alguns poucos também desempenham um papel especial na vida espiritual das suas nações: na literatura armênia, Hovhannes Tumanyan o fez, retratando o perfil do povo armênio, sua história, seus sonhos e seus ideais mais sagrados com profundidade e clareza em seus escritos. Neste ano, a Armênia comemora os 150 anos do nascimento de seu principal poeta.

No norte da Armênia, há uma região chamada Lori, com montanhas muito altas e, aos pés delas, vilas à beira do rio Debet. Hovhannes Tumanyan nasceu em 19 de fevereiro de 1869 em Dsegh, uma das vilas do Lori. Desde a juventude, Tumanyan percebia quão amarga era a vida de um camponês armênio, compreendendo seus sonhos e fardos. Tumanyan cresceu com as lendas e parábolas do seu povo, e o folclore e a beleza da região Lori virou parte integral do seu trabalho.

Este frutífero laço entre o poeta e o seu povo persistiu até a sua morte, ainda que ele tenha morado longe de Lori por quase toda a sua vida, tendo mudado em 1883 para Tíflis, um centro cultural e político na Transcaucásia.

Tumanyan começou seus estudos em Lori, e depois ingressou em uma das melhores escolas armênias de seu tempo, a Escola Nersisyan. Infelizmente, Hovhannes teve que deixar seus estudos quando seu pai adoeceu, e depois morreu. Aos 16 anos, pouco antes de formar-se, encerrou seus estudos formais e retornou para Dsegh para cuidar da sua família.

Aos 19 anos, Tumanyan casou-se e teve 10 filhos. Necessitando de recursos para sustentar sua família, foi obrigado a exercer funções muito aquém dos seus talentos intelectuais, numa atmosfera que o sufocava a ponto de, mais tarde, lembrar-se daqueles dias como um verdadeiro inferno. Na metade da década de 1890, Tumanyan deixou de exercer tais funções que lhe causavam tanto desprazer para focar completamente na escrita.

Tumanyan era persistente e educou-se por meio de ávida leitura; reverenciava os trabalhos de Shakespeare, Byron, Pushkin e Lermontov. Ele tinha muito interesse pelo folclore e, com a sensibilidade que lhe era peculiar, registrou integralmente a história cultural da Armênia, esquivando-se de influências externas na sua escrita, prezando pela sua intuição.

Tumanyan começou a escrever ainda criança, mas só se tornou conhecido como poeta em 1890, quando sua primeira coleção de poesias foi publicada; nestes escritos, já pode-se observar todo o frescor que Tumanyan trouxe para a literatura armênia.

No começo do século XX, Tumanyan tinha reescrito e desenvolvido seus primeiros trabalhos e escrito novas poesias e prosas. Ele consagrou-se como artista, trazendo muita qualidade para a literatura armênia por conta da sua maneira de escrever poesia, e não necessariamente da forma poética que ele escolhia, uma vez que Tumanyan mantinha-se tradicional na forma: na verdade, ele trouxe a poesia para mais perto do povo. Essa etapa do desenvolvimento na literatura armênia é conhecida como “Fase Tumanyan”.

A inspiração de Tumanyan vinha das atividades cotidianas das pessoas, e os heróis dos seus trabalhos eram, em geral, simples camponeses. Tumanyan revelava suas qualidades desenvolvendo textos fortes, com linhas de raciocínio claras, descrevendo rica e profundamente os sentimentos.

A vida era difícil para os camponeses que viviam sob um regime patriarcal de leis não-escritas, muito preconceito e opressão: em face destas dificuldades, os heróis de Tumanyan quase sempre morriam de modo trágico. Ao passo que descrevia estas tristes realidades, Tumanyan expunha a pureza dos sentimentos, da integridade e uma determinação inextinguível dos seus heróis em atingir a justiça. As imagens criadas por Tumanyan conduziam (e ainda conduzem) os leitores as suas verdades mais profundas, mas principalmente moviam (e movem) os leitores delicadamente a uma profunda compaixão pela beleza e verdade na experiência humana.

Entre os trabalhos que retratam os tempos em que Tumanyan viveu, destacam-se o poema “Anush” e a história “Gikor”, trabalhos celebrados pelos leitores contemporâneos como os pináculos da poesia e prosa de Tumanyan, respectivamente.

“Anush” conta a história trágica de amor de um jovem pastor de ovelhas (Saro) por uma jovem (Anush). Este poema descreve a riqueza espiritual dos personagens, seus sentimentos mais profundos, sua devoção infinita um pelo outro, seu altruísmo e sua disposição pelo sacrifício. Ao mesmo tempo em que Tumanyan descrevia os sentimentos, também retratava amplamente a vida cultural do povo, destacando atividades e costumes diários, as alegrias e tristezas do povo, e suas percepções de mundo. Em essência, ele revelava o caráter nacional do povo armênio.

Por sua vez, “Gikor” é o conto de um camponês de 12 anos que vai para a cidade e sucumbe à crueldade daqueles que lá o cercam. Toda a história é extremamente dramática, abundante em qualidade lírica com toques simultâneos de alegria e tristeza.

A contribuição de Tumanyan para a poesia épica armênia tem valor inestimável. A poesia armênia tem uma tradição muito rica e antiga, e seus aspectos líricos são poderosos. Os talentos poéticos de Tumanyan são revelados em ambientes épicos, retratando situações críticas e/ou dramáticas, com personagens fortes e destemidos. Suas inúmeras baladas e poemas estão entre as principais obras épicas mundiais, com forma poética perfeita, principalmente por conta da riqueza descritiva e filosófica da vida que ele retratava.

Os trabalhos de Tumanyan estão permeados pelo pensamento filosófico, já que o escritor se preocupava muitíssimo com as questões de vida e morte, o propósito da vida humana, e a ligação do ser humano com a natureza. Tumanyan buscava na eternidade as respostas para as questões que o preocupavam, tentando penetrar os segredos do universo, como em seu poema “No infinito”. Toda a experiência pessoal e artística de Tumanyan está concentrada nestas questões, expressando suas emoções e pensamentos sobre as pessoas e seus destinos.

Tumanyan escreveu que “cada poeta, antes de tudo, deve ser o coração de seu povo”, e seu trabalho atesta para esta virtude. O povo armênio pode carregar eternamente no seu coração a imagem de Tumanyan e suas sábias palavras. A cada novo leitor encantado com os tesouros inesgotáveis de sua alma e mente, Tumanyan torna-se verdadeiramente imortal.

*texto de minha autoria originalmente publicado no site Brasileiras pelo Mundo

UN Headquarters

Como boa internacionalista e ex-MUNzeira de carteirinha, eu não podia deixar de dar um pulinho na sede da ONU. A gente acabou não fazendo o tour, porque os horários disponíveis estavam bem ruins, mas não é preciso fazer o tour para entrar lá.

GBRV6039

Eu explico: você pode visitar a sede da ONU simplesmente para ir na “bookshop”, que é mais do que uma livraria, com vários souvenires legais para além dos livros incríveis. Ao fazer o registro de visitante, você pode dizer que quer ir na “bookshop” e isso vai te dar acesso ao andar principal do UN Headquarters e ao subsolo, além da área externa, onde ficam algumas esculturas históricas importantes.

Muito importante: não vá até a sede da ONU achando que vai ser tudo rapidinho, porque não vai. Mesmo se você não quiser fazer o tour, demora um bocadinho pra conseguir entrar porque é preciso fazer o seu registro de visitante, apresentando documento válido  (no caso de estrangeiros visitantes, é o passaporte). No momento do registro, eles tiram a sua foto e emitem uma identificação que permitirá o acesso aos headquarters.

Quando fomos lá, estava tendo uma exposição interessantíssima no hall do andar principal, com fotos e declarações de mulheres de diversas partes do mundo que foram vítimas de mutilação genital e/ou que tem que lutar muito pela sua liberdade e independência.

Broadway sim!

Eu e marido somos fãs de teatro e, principalmente, de musicais. Então é claro que a gente não ia perder a oportunidade de ver algum espetáculo na Broadway. Embora eu tenha argumentado fortemente para assistirmos Harry Potter and the Cursed Child, marido me convenceu de que, por já termos visto em Londres em 2017, deveríamos optar por outro espetáculo. Ou melhor, outros espetáculos!

Como este blog é comprometido com a verdade, eu não posso negar que assistir a estes espetáculos é coisa cara. Porém cada um tem suas prioridades, e nós gostamos muito desse tipo de rolê, então a gente preferiu economizar em outras coisas e assistir a dois espetáculos na Broadway.

Sim, com a TKTS os ingressos ficam mais baratos, mas ainda assim não são diversões baratinhas. Nós fomos 2 vezes ao booth que fica no South Street Seaport (perto de Wall Street) porque, segundo informações colhidas, lá é um pouco mais tranquilo do que o booth da Times Square e eles também vendem ingresso de véspera.

Nós tiramos a quarta feira pra ficar na Broadway e assistimos a dois musicais: Anastasia, que era uma produção temporária, e Frozen. As fotos que ilustram este post foram tiradas durante os agradecimentos, afinal de contas é terminantemente proibido filmar e/ou fotografar os espetáculos.

IMG_8412

Seria até injusto comparar ambas produções, já que Frozen tem toda a estrutura (e magia) Disney por trás. Mas Anastasia nos surpreendeu positivamente, o elenco era muito afiado (e afinado, é claro), e a produção era bem divertida pra contar uma história da qual sempre gostei muito.

IMG_8422

De noite, quando fomos ver Frozen, eu fiquei encantada já entrando no teatro, e a produção era maravilhosa, pura magia Disney. Nós conseguimos ver ambos musicais com o elenco principal, e acho que isso faz toda diferença – principalmente em Frozen, pois dizem que a substituta da Caissie Levy (a Elsa) não chega nem aos pés dela, e a Caissie realmente é um espetáculo.

Além destes musicais na própria Broadway, eu já vi outras produções que existem na Broadway, só que eu assisti em Londres, a saber: Wicked, The Lion King e Aladdin (além de Harry Potter and the Cursed Child, que eu falei ali em cima). Como eu falei ali em cima, Anastasia foi uma produção temporária, e sempre tem produções temporárias, então vale a pena ver o que está em cartaz; em Londres, por exemplo, eu assisti Singin in the Rain, que era produção temporária, e foi incrível.

Eu recomendo fortemente absolutamente todos estes musicais que já assisti; se o orçamento só permitir um, escolhe aquela história que mais toca o seu coraçãozinho e vá ser feliz!

O melhor cookie de Nova Iorque

Se você nunca ouviu falar da Levain Bakery, este post é pra você. E se você já ouviu falar, ou até mesmo já provou uma das delícias dessa padaria única, vamos juntos ficar com água na boca relembrando o melhor cookie de Nova Iorque.

IMG_8398

A Levain Bakery tem 5 unidades em Nova Iorque, e não é incomum testemunhar filas de gentes querendo um cookie delicioso.

Acredite: vale a pena a espera. Mas, se você preferir evitar filas, tente chegar cedo – até porque as fornadas diárias não são eternas, e eventualmente os cookies acabam.

Razões para não deixar de passear pelo Central Park

Nova Iorque é conhecida como a cidade que nunca dorme. Uma amiga minha que mora em Manhattan me disse que, não importa a que horas do dia ou da noite, sempre tem muita coisa acontecendo, sempre tem de tudo acontecendo. E isso é verdade.

IMG_8393

Mas também é verdade que Nova Iorque é uma cidade ultra populosa e a coleta de lixo é insuficiente pra dar conta de tanta gente e de tanto lixo que essa quantidade de gente produz. E aí acontece o inevitável: a cidade que nunca dorme tem cheiro de lixo.

Sim, gentes, eu sinto muito por decepcioná-los, mas Nova Iorque é IMUNDA! Para além dos ratos do metrô (eles existem de verdade), são sacolas e mais sacolas de lixos pelas ruas (em Midtown menos) de Manhattan, e a sensação que eu tinha era de que eu tava andando no meio de um lixão, e não na cidade com o metro quadrado mais caro do mundo.

E é por isso que o título deste post é “razões para não deixar de passear pelo Central Park”. Eu sei que o Central Park é uma atração turística, e é claro que muita gente que vai pra NYC visita o parque, mas pode ser que você tenha considerado deixá-lo de fora do seu roteiro, e é por isso que eu vou te convencer a dar umas voltinhas por esse parque gigantesco durante a sua estadia na cidade.

IMG_8368

Se NYC é a cidade que nunca dorme, com milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, é bom ter um lugar pra ir e desacelerar, contemplar a natureza de verdade no meio de uma selva de pedra.

O Central Park também é um refúgio para o olfato, já que não há sacos e mais sacos de lixo empilhados, e o cheiro de natureza é um alívio.

Outra razão para passear pelo Central Park: ele é um dos cenários mais famosos de incontáveis filmes e seriados, e a gente acaba se sentindo num filme também.

Quer mais um motivo? Strawberry Fields, com o mosaico Imagine bem no centro da área que homenageia John Lennon, e que é uma zona de silêncio dentro do parque. Pertinho desta área, fica o prédio (Dakota Apartments) onde John e Yoko Ono moraram.

O último motivo que vou listar aqui é um dos meus favoritos: a escultura Alice in Wonderland, que faz parte do Central Park desde 1959. A estátua de bronze retrata Alice e seus amigos numa tea party comandada pelo Chapeleiro Maluco.

E, já que você estará ali pertinho, não deixe de visitar o MET, que tem um dos acervos mais impressionantes do mundo.

O Brooklyn tem o melhor hambúrguer que eu já comi

Uma vez em Nova Iorque, não poderia deixar de cruzar o East River, saindo de Manhattan rumo ao Brooklyn!

CQXP3147

E, já que estávamos no Brooklyn, resolvemos procurar um lugar pra almoçar por lá. E eis que encontramos no Google um restaurante chamado Colônia Verde que despertou a nossa curiosidade, e pra lá nós seguimos.

Como todo bom achado, o Colônia Verde era uma portinha pequena, sem grandes letreiros, sem muito movimento. Um cardápio enxuto apresentava vários pratos que pareciam apetitosos, mas um deles chamou a nossa atenção: hambúrguer no pão de queijo, acompanhado de batata doce frita. Pedimos.

IMG_8357

MEU DEUS DO CÉU. Que hambúrguer, minha gente! Até hoje eu fico com água na boca só de lembrar. E é por isso que ele foi eleito O Melhor Hambúrguer Que Eu Já Comi Na Minha Vida (pelo menos até a presente data).

O hambúrguer era servido exatamente num pão de queijo gigante. Imaginou um pão de queijo imenso? Então, era isso mesmo. E era bom demais. E, desde então, todo mundo que eu conheço que vai pra NYC eu recomendo fortemente que siga rumo ao Brooklyn pra provar esta iguaria.

One World Observatory & Memorial Plaza

Um dos lugares mais legais que visitamos em Nova Ioque foi, certamente, o One World Observatory e a Memorial Plaza do 11 de setembro. Sempre me disseram que todo mundo tem que ver Nova Iorque de cima, e nós escolhemos fazê-lo do topo do observatório mais novo da cidade.

RSTL6272

Ao chegar no November 11 Memorial Plaza, é impossível não sentir uma forte emoção. O memorial é muito bonito, muito sensível e delicado.

SIAO2257

Eu, que me lembro com perfeição daquele 11 de setembro de 2001, confesso que fiquei bastante emocionada de estar ali, de ler os nomes de todos aqueles que não conseguiram sobreviver àquele episódio e, principalmente, por ver as rosas brancas colocadas nos nomes dos aniversariantes daquele dia. O acesso a Memorial Plaza é gratuito.

Para subir no One World Observatory, há diferentes tipos de ingressos, e nós optamos pelo mais simples (USD 35 + imposto, por pessoa), que dá direito ao passeio completo, porém sem audio guia ou fila prioritária (que, naquele dia, era perfeitamente dispensável porque tava bem tranquilo o movimento). A vista lá de cima é realmente incrível: são 360º de tirar o fôlego!

Finalmente, Nova Iorque!

Nosso último destino das férias de fevereiro/março foi Nova Iorque. Sim, eu finalmente conheci a concrete jungle where dreams are made of! Nós fizemos o trajeto Washington D.C. – New York de trem, numa viagem que durou pouco mais de 3 horas com a Amtrak.

Logo depois de almoçarmos em Little Italy, bairro onde ficamos hospedados, nós fomos andando até a 5ª Avenida, avistando o Empire State Building no caminho e a nossa primeira parada foi a St Patrick’s Cathedral.

Eu achei a catedral muito impressionante e aproveitei a oportunidade pra, mais uma vez, agradecer a Deus por poder vivenciar tantas coisas incríveis!

GNNG5891

Depois, passamos pelo Rockfeller Center, e aí aproveitamos que já estávamos por ali mesmo e demos um pulinho na Uniqlo da 5th Avenue, que é gigantesca!

Mais uma atividade esportiva: jogo de basquete em D.C.

Além de termos ido a um jogo de futebol em Vancouver e a um jogo de hóquei em Calgary, nós ainda fomos a um jogo de basquete em Washington D.C.!

IMG_8174

Tanto eu quanto marido já tínhamos ido a jogos da NBA – nos meus anos de guia pra Orlando, eu tive a sorte de levar alguns grupos aos jogos do Orlando Magic, que acabou se tornando meu time do coração! – mas nós quisemos aproveitar a oportunidade para ver o jogo dos Washington Wizards contra os Memphis Grizzlies.

Nós compramos os nossos ingressos pelo SubHub bem em cima da hora – entramos no metrô rumo a Capital One Arena ainda sem os ingressos no email! – mas logo eles chegaram e nós entramos sem problemas.

Aliás, a Capital One Arena tem acesso muito fácil com o metrô de D.C., a gente já sai da estação de metrô praticamente dentro da arena.

GOAQ2485

a piadinha do dia foi: “I thought this was a WIZARDS game!” hihihi

Nós demos MUITA sorte com os ingressos: nossos lugares eram praticamente side court, só que sem o preço de um ingresso desse tipo! Assistimos a partida muito de pertinho, e foi uma vitória emocionante dos Wizards!

Passeando pelo National Mall

Depois de muitas horas de viagem entre Calgary e Washington DC, conseguimos chegar à capital dos EUA! Pra vocês terem uma ideia, nós saímos do nosso hotel em Calgary ainda de manhã cedo, e só conseguimos chegar no hotel de Washington DC quase meia noite. Acontece que, além de termos pegado uma conexão razoavelmente longa em Ottawa, deu uma nevasca absurda naquele dia, e o nosso segundo vôo atrasou muitas e muitas horas. Enfim, conseguimos chegar.

CJKA4845

Marido já tinha ido à Washington DC há alguns anos atrás, mas quis voltar para rever alguns amigos que estão morando por lá. Eu achei ótimo, porque tinha vontade de conhecer a capital dos EUA – acho que as capitais guardam histórias que podem nos explicar melhor porquê determinadas coisas são como são.

DSC01691.JPG

Nosso primeiro passeio em DC foi pelo National Mall, mas não sem antes parar na estátua de Albert Einsten que fica em um dos parques-memoriais. Ao longo da nossa estadia de 5 noites em DC, nós voltamos algumas vezes ao National Mall para conseguir ver tudo – ou tentar ver tudo – o que nos interessava.

Quando se fala em National Mall, geralmente se pensa na área inteira que vai do Lincoln Memorial até o Capitólio, com o monumento de Washington dividindo a área como ponto central. O National Mall inclui e faz fronteira com diversos museus smithsonianos, galerias de arte, instituições culturais, e muitos memoriais, esculturas e estátuas.

Nós visitamos com calma o National Air and Space Museum e o recém-inaugurado (e bastante concorrido) National Museum of African American History and Culture. Nós chegamos a entrar no Holocaust Memorial Museum, mas não conseguimos visitar a exposição permanente, que tem ingressos limitados por dia e já estava lotado por todo o período da nossa visita; por conta disso, tivemos acesso apenas a uma pequena área do museu, que tinha acesso livre para visitantes sem ingresso pré-agendado.

Eu adorei o Air and Space Museum, mas eu amei mesmo o Museum of African American History and Culture. Além de ser muito moderno e cheio de experiências interativas, o museu é muito sutil e delicado ao convidar os visitantes à reflexão sobre o papel dos negros na cultura norte-americana, destacando com sensibilidade diversos momentos basilares da história.

HPAT1990

Quanto aos monumentos a céu aberto, nos demoramos um pouco no memorial Lincoln e no monumento à Martin Luther King Jr, no memorial dos veteranos da Guerra da Coréia,  e no memorial da Segunda Guerra Mundial.

Calgary: a tocha olímpica mais alta do mundo, almoço na churrascaria e hóquei

Calgary é uma das maiores cidades da região de Alberta, cheia de prédios arranha-céus, e foi por lá que ficamos nas nossas 2 últimas noites no Canadá. No dia em que chegamos, resolvemos aproveitar para ir no cinema, descansando um pouco da pauleira que foi a viagem pelas Canadian Rockies.

AOCS4200

Depois de tomar um tradicional café da manhã no Tim Hortons (uma verdadeira instituição canadense!), subimos na Calgary Tower, que é apenas a tocha olímpica mais alta do mundo! A torre, que oferece uma vista panorâmica em 360º da cidade, tem diversos decks de observação, além de um restaurante giratório, e o ingresso para adulto custa 18 dólares canadenses.

LWOH0001

Eu confesso que me deu um pouquinho de agonia andar sobre um vidro numa torre que tem 191 metros de altura! Eu não tenho medo de altura propriamente dito, mas precisei de alguns minutinhos pra me acostumar com a ideia de andar “sobre o nada” antes de fazer graça pros registros fotográficos.

Terminada a nossa visita à Calgary Tower, seguimos caminhando pela cidade, parando na Peace Bridge que fica em cima do Bow River e passando pelo Prince’s Island Park. A fome comecou a apertar, e resolvemos procurar se tinha um restaurante brasileiro ali por perto, onde poderíamos matar a saudade da comida da terrinha.

Para nossa alegria, encontramos a Minas Brazilian Steakhouse que, além de churrascaria, tinha um buffet completo, com direito a coxinha, pão de queijo e strogonoff entre outras delícias.

De noite, fomos para o Scotiabank Saddledome assistir ao nosso primeiro jogo de hóquei!  Ver o Calgary Flames ganhar de virada em casa foi muito incrível. Recomendo fortemente pra quem tiver oportunidade!!

Banff gondola, uma incrível experiência panorâmica

No domingo, nosso dia inteiro e livre em Banff, depois de ir à missa, nós subimos rumo às montanhas mais altas de Banff, tomando a gôndola. Sim, gente, nós passamos por três resorts de ski e não esquiamos em nenhum deles; eu não posso esquiar por conta do meu problema no tornozelo (não consigo nem calçar a bota!) e marido, como é muito legal, não quis esquiar sozinho e preferiu fazer o rolê light comigo.

OKTP9592

O transporte público de Banff deixa os turistas na frente da entrada para a gôndola, e os horários dos ônibus não são os melhores, mas também não deixam ninguém na mão. O ingresso de adulto para a gôndola custa cerca de 60 dólares canadenses na alta temporada, mas é possível agendar com antecedência pelo site e conseguir descontos de até 15%.

Antes de subir, passamos pelo Starbucks pra tomar um café, e também há uma lojinha de souvenires – inclusive com moletons e luvas para os desagasalhados, já que as temperaturas nas alturas podem ser até 15C mais frias do que na cidade.

WVOM0900

A beleza da montanha Sulphur é um negócio impressionante. Há alguns rooftoops panorâmicos, experiências interativas e até mesmo uma trilha (não-guiada) pelas montanhas. Nós fizemos nossa visita com calma, e aproveitamos para almoçar lá em cima. O Sky Bistro, que fica a 7.400 pés de altura, oferece uma ampla variedade de pratos quentes, salgados, e sobremesas deliciosas – e tudo parece ficar mais saboroso por conta da vista incrível.

No dia seguinte, partimos de Banff rumo à Calgary, nossa última parada na aventura canadense!